sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA
Wilmar Silva convida poetas e literatos para discussões e apresentações
sobre a arte poética... vejam as datas:
Programação:
08 de fevereiro
10:00 às 12:00
10:00 às 10:30
- Abertura - Ione de Medeiros e Wilmar Silva.
- Verão Poesia - Homenagem ao jornalista e poeta Alécio Cunha.
- Lançamento da Plaquete - Memória de Mim, org. Mário Alex Rosa.
- Leituras de poemas dos participantes.
10:30 às 12:00
- Programa ao vivo - Rádio Educativa UFMG 104,5
- Tropofonia, uma experiência de linguagem - Oliverio Girondo e Djami Sezostre, c/ Sebastián Moreno (Argentina), Laia Ferrari (Argentina), Francesco Napoli, Cristina Borges, Wilmar Silva e Rafael Muñoz Zayas (Espanha).
- Lançamento revistacd Tropofonia.
12:00 às 15:00 - Intervalo
15:00 às 19:00
15:00 às 16:30
- Provocação Poesia - Existência, Linguagem, Conceito, Processo, Arte.
- Medulas de Diálogo: Heidegger, Yves Klein, Al Berto, Roberto Piva, c/ Wagner Rocha, Luís Serguilha (Portugal), Luiz Edmundo Alves. Provocador Ronaldo Werneck.
Lançamentos:
- Livro Heidegger e a poética do ser: interseções entre filosofia e poesia, Wagner Rocha.
- Livro Korso, Luís Serguilha.
- Livro Uvas Verdes, Luiz Edmundo Alves.
16:30 às 17:30 - Intervalo
17:30 às 19:00
- Verão Poetas: Ilimites ao Léu - c/ Adriana Versiani, Nícollas Ranieri, Regina Mello, Reynaldo Bessa. Provocador Wilmar Silva.
Lançamentos:
- Livro Cinquenta, Regina Mello.
- Livro Outros barulhos e cd Com os dentes, Reynaldo Bessa.
19:00 às 20:00 - Intervalo
20:00 às 22:00
20:00 às 21:00
- Maresia - hiperleitura poemas de António Ramos Rosa. C/ João Ventura e Gilberto Mauro: voz, piano e eletrônicos.
21:00 às 22:00
- Musicacha - instalação sonora poemas de Wilmar Silva. C/ Gilberto Mauro.
Lançamentos:
- Cd Musicacha, Gilberto Mauro e Wilmar Silva.
- Revista Atlântica de cultura ibero-americana, João Ventura (Portugal).
09 de fevereiro
10:00 às 12:00
- Verão Poetas - Ilimites ao Léu. Com Adriano Menezes, Daniel Bilac, Júlia Zuza, Milton César Pontes, Rafael Muñoz Zayas (Espanha). Provocador Kaio Carmona.
Lançamentos:
- Jornal A Parada, Daniel Bilac e Valquíria Rabelo.
- Livro Sones di dicha, Rafael Muñoz Zayas.
- Livro SILVAREDO poética não completa, Wilmar Silva
12:00 às 15:00 - Intervalo
15:00 às 16:30
- Provocação Poéticas Experimentais Século XX - Vida e Morte das Vanguardas.
- Medulas de Diálogo - Sol Lewitt, Ezra Pound, Arthur Rimbaud, Poesia Concreta. Com Antonio Miranda, Eduardo Jorge, Rogério Barbosa. Provocador Wagner Moreira.
Lançamentos:
- Livro Memórias Infames, poemas de Antonio Miranda.
16:30 às 17:30 - Intervalo
17:30 às 19:00
- Performance - Ensaio ao vivo. Com Ana Gusmão, Artur Gomes, Bárbara Morais, Tania Alice. Provocador Francesco Napoli.
Lançamentos:
- Coleção “Nome a Nombre”, livros de Tania Alice e Javier Galarza (Argentina).
19:00 às 20:00 - Intervalo
20:00 às 22:00
20:00 às 20:30
- Performance Poesia Biosonora Neonão. Com Francesco Napoli e Wilmar Silva
20:30 às 22:00
- Provocação Poéticas em Minas Gerais - Contrastes, Diferenças, Rupturas, Tradição, Invenção.
- Medulas de Diálogo Poesia de Belo Horizonte 1980 a 2000. Com Fabrício Marques, Mário Alex Rosa, Kaio Carmona. Provocador Rogério Barbosa.
10 de fevereiro
10:00 às 12:00
- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Dioli, Diovvanni Mendonça, Fabrício Marques, Leonardo de Magalhaens, Luiz Edmundo Alves. Provocador Marcos Fabrício.
Lançamentos:
- Jornal Barkaça.
- Projeto Pão e Poesia, 1º lugar prêmio pontos de mídia livre (minc).
- Jornal Suplemento Literário de Minas Gerais.
12:00 às 15:00 - Intervalo
15:00 às 16:30
- Provocação Portuguesia contraantologia - Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética.
- Medulas de Diálogo Poéticas de Minas Gerais, Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Com Luís Serguilha, Wagner Moreira e Wilmar Silva. Provocador João Ventura.
Lançamentos:
- Livro/Dvd Portuguesia, org. Wilmar Silva.
16:30 às 17:30 - Intervalo
17:30 às 19:00
- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Jovino Machado, Kiko Ferreira, Ronaldo Werneck, Wagner Moreira. Provocador Mário Alex Rosa.
Lançamentos:
- Livro Há Controvérsias, Ronaldo Werneck.
- Livro Cor de Cadáver, Jovino Machado.
- Livro Musikaligrafia, Kiko Ferreira.
19:00 às 20:00 - Intervalo
20:00 às 22:00
- Verão Proesiashow
- Outros Barulhos: com os dentes. Com Reynaldo Bessa.
22:00
- Liberdade Livre
Data: De 08 a 10 de fevereiro de 2010
Horário: De 10h às 12h, 15 às 19h e 20 às 22h
Local: Teatro João Ceschiatti
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537
Telefone: 3236-7400
http://
Preço: Ingresso R$ 2,00 inteira / R$ 1,00 meia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Pão Poesia lança 2ª edição
Horário: 10h às 12h
Local: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Minerais preciosos
Durmo para sonhar
O sonho de pedra
Na esperança de acordar
Mais história mais precioso
Mais vento juvenil em sua face
Mais sábio mais sabão em pedra
Diluido na arquitetura branca
Tinindo na tonelada do sino
Que essa voz ecoe popular
Na praça Tiradentes
Esse espaço-meio alma
Desses minérios ardentes
Cintilantes ouros pretos
Popups dourados
atravessando séculos
Feito pedra sonhada
Na bola de sabão em pó.
Lecy Pereira Sousa
quinta-feira, 21 de maio de 2009
24 de maio é o dia nacional do café e para comemorar a data a Cafeteria Kahlua de Belo Horizonte abre as portas e brinda seus fregueses com o 24h all café. O café Kahlua será o ponto de encontro de artistas de vanguarda brasileiros e argentinos, que farão intervenções poéticas intercaladas com shows musicais, mostra de artes plásticas e exibição de vídeo produzido pela Escola de Cinema de Belo Horizonte com 200 cenas de cafés.A proposta é que no estilo do Café Voltaire onde se reuniam poetas surrealistas, dadaístas e futuristas no início do século XX, o Café Kahlua seja um local de expressão de diferentes poéticas contemporâneas neste início do século XXI. A partir de 0 hora (virada de sábado para domingo) o evento começa com apresentações musicais de Thiago Machado, Los Elles (trio de jazz e blues de Tiradentes e São João Del Rey), Binné Zimmer, Cláudio Carvalho, Dj Fausto, Gabriel Guedes, Caution B Trio. As intervenções poéticas ficam a cargo de Brenda Mars, Clevane Pessoa, Wilmar Silva, Milton César Pontes, Diovvani Mendonça (Pão e Poesia), os argentinos Laia e Sebastián e Rosa Pimentel que fará uma homenagem ao poeta cubano José Martí com música e poesia.
Durante o 24h All Café será lançada a proposta do projeto KFÉ de conscientização ambiental e treinamento de jovens baristas em regiões carentes pelo Instituto Imersão Latina (IMEL) em parceria com o café Kahlua. A campanha visa difundir a cultura do café com responsabilidade social do cultivo ao consumo.
30% da venda dos quadros do Ateliê Thayná Carneiro e da artista plástica Neuza Ladeira, expostos entre 24 de maio a 24 de junho e parte da receita do dia do café será doada ao IMEL.
O Instituto Imersão Latina é uma ONG formada por ativistas que se preocupam em mostrar a diversidade cultural e ambiental da América Latina. O IMEL desenvolve projetos e atividades culturais, de capacitação e treinamento com outras entidades que visem o desenvolvimentos sócio-cultural, pesquisa e difusão das memórias e identidades culturais latino-americanas.
A parceria Café Kahlua e Imersão Latina começou em outubro de 2006, com o lançamento do Projeto Criança não é Brinquedo do IMEL. Na ocasião, em mostra fotográfica alertamos sobre a importância de se pensar o futuro da América Latina a partir das crianças. A mesma mostra já passou por Brasília (2007) e Porto Alegre (2008) e a cada ano seguirá por outras cidades.
Serviço
24h all café
24 de maio (durante 24 horas)
Virada cultural com música, artes plásticas, poesia e cinema
Local: Cafeteria Kahlua (rua guajajaras 416, esquina com rua da Bahia)
Mais informações:
info@imersaolatina.com
(31) 88119469 (31) 30476186
(Brenda - IMEL)
(31) 3222-5887
(Rui - Kahlua) CAFÉ KAHLUA
http://www.imersaolatina.com
http://www.imersaolatina.blogspot.com
A logomarca do projeto KFÉ é uma criação de Andreza Nazaré e Raquel Savassi.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Acontece lá em Cachaprego
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
KI
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Março é da Poesia
S BADO CULTURAL OPA!
07 mar o - 15 s 19 hs
Com os poetas Rodrigo Starling, Leonardo de Magalhaens
Lecy Pereira e Diovvani Mendon a e Rog rio Salgado
e o m sico Jackson Abacatu
14 de mar o / DIA NACIONAL DA POESIA - de 17 s 22 hs
Reuni o de poetas dos Centros Culturais de BH
(Padre Eust quio, Pedreira Prado Lopes,
Salgado Filho, Vila Santa Rita, Vila F tima)
A OPA! vai participar (em apoio ao CCPE)
com os poetas Leonardo de Magalhaens,
Javert Denilson, Marco Llobus, com destaque para
o poeta e m sico Ricardo Evangelista (CCLN)
e da cantora Sueli Silva, ambos do SARAU TROPEIRO,
al m do m sico Jackson Abacatu
Local dos saraus :::::
CENTRO CULTURAL PADRE EUST QUIO
R. Jacutinga esq c. Par de Minas
Mercado Aberto do Padre Eust quio
(31)3277-3294
ccpe.fmc@pbh.gov.br
nibus: 4110 / 4111 / 4405 / 4034 / 1404 / 9408
(refer ncia local - Aeroporto do Carlos Prates)
Tags: OPA!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
.:: O Tempo Contagem ::. Autor conta poesias na cidade.
Fundador da Academia Contagense de Letras lança primeiro livro impresso
Oescritor, contagense de coração, Lecy Pereira Sousa lança, oficialmente, a obra "Primeira Pessoa do Plural", Editora Árvore dos Poemas, neste sábado (20), a partir das 21h, no Armazém Bar Cultural. O
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Fórum 2008 é lançado para a imprensa em Belo Horizonte
A entrevista coletiva de anúncio da quarta edição do Fórum das Letras de Ouro Preto 2008, que vai acontecer entre os dias 5 e 9 de novembro, reuniu ontem, 15 de outubro, no FIEMG Trade Center, jornalistas de todas as mídias, representando veículos de comunicação de BH e da antiga Vila Rica. Marcaram presença o prefeito de Ouro Preto Angelo Oswaldo, a coordenadora geral do Fórum, a escritora Guiomar de Grammont, e o escritor Luiz Giffoni, que representou os autores participantes.
Para mais informações sobre o evento, acesse o site http://www.forumdasletras.ufop.br/.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Primeirapessoaplural
Eu na pluralidade
O livro de poemas "Primeirapessoaplural" é o primeiro livro publicado pelo selo "Árvore dos Poemas". Este selo é uma vertente do Projeto Pão e Poesia criado pelo poeta mineiro Diovvani Mendonça. O projeto Pão e Poesia tem sido amplamente divulgado pela mídia impressa e televisiva do Brasil por todo ano de 2008.
"Primeirapessoaplural" foi lançado em 16 de setembro de 2008, no Palácio das Artes, dentro do Projeto "Terças Poéticas" que tem o poeta Joaquim Palmeira como curador.
O livro reúne 42 poemas-curtos de Lecy Pereira, entre eles "Dilema do Eletropoema de um Fôlego Só" que pertence ao Projeto Pão e Poesia e é divulgado nos ônibus urbanos de Belo Horizonte por "A Tela e o Texto" da UFMG. Outros textos de autoria de Lecy Pereira podem ser conferidos no próprio site da UFMG http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html ou no site http://www.gostodeler.com.br/
Os poemas reunidos neste livro retratam um tempo de supostas convergências e divergências onde o "nós" é o personagem principal. Questionamentos, ironias e algum bom humor dão a tônica do texto. Impresso em papel reciclado, "Primeirapessoaplural" tem diagramação do artista contagense GA, reproduz telas do artista plástico italiano Guido Boletti e tem prefácio do escritor paulistano Paulo Urban.
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Primeirapessoaplural, Lecy Pereira Sousa, 62 páginas, Árvore dos Poemas, R$20,00. Contato para aquisição: diovvani@yahoo.com.br
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A EDUCAÇÃO SOBRE SUSPEITA
A educação sob suspeita
"Tudo era loucura. Ele respeitava as namoradas e não poupava as namoradeiras, dizendo que as primeiras seguiam um impulso natural, e as segundas a um vício" - O alienista

*Marcos Fabrício Lopes da Silva
Há 100 anos o Brasil perdia um dos maiores expoentes da literatura universal: Machado de Assis. A intenção deste artigo é prestar-lhe homenagem, ao destacar e comentar a narrativa “Conto de escola”, publicada na Gazeta de Notícias, em 1884, e, 12 anos depois, incluída no volume Várias histórias, sob a perspectiva de investigar a expansão do ensino de primeiras letras e a escolarização da infância pobre no Brasil, associada à ideologia da elite imperial de construção e consolidação do Estado nacional.
A narrativa se desenrola no próprio ambiente escolar, “um sobradinho de grade de pau” na Rua do Costa, localizado na capital do Império. É significativo o fato de o contista ter identificado o narrador como estudante das séries primárias. Nos discursos educacionais oitocentistas, não se pode deixar de salientar o tipo de infância que é explorada no conto, relacionada ao estamento social menos favorecido. Por exemplo, Pilar, narrador-personagem do conto, se identifica como filho de um velho empregado do Arsenal de Guerra. Raimundo era filho do professor Policarpo, e, pela descrição do narrador, o mestre-escola não parecia ter muitas posses. Outra pista para a identificação da origem social do narrador é a fascinação deste pela moeda que Raimundo lhe oferece.
Raimundo propõe “um negócio, uma troca de serviços” a Pilar. Baseado na política do toma-lá-dá-cá, o filho do professor daria a moeda mediante a explicação de um ponto da lição de sintaxe pelo narrador-personagem. Merece ser destacado que o autor da proposta de suborno tem como pai mestre Policarpo; a mãe é ligada à elite imperial. Pilar, de origem humilde, “era dos mais adiantados da escola” e “dos mais inteligentes”. Ao se colocar na posição de aluno pertencente à infância pobre e se constituir capacitado intelectualmente, o narrador do conto desloca o discurso social elitista numa inversão de papéis: não era a sua classe inferior em conhecimentos, mas a classe originária da elite imperial, representada pelo colega Raimundo.
O narrador insiste em sua habilidade intelectual, associando-a a sua estrutura física: “Note-se que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro”, isto logo depois de caracterizar o colega Raimundo como pálido, mole e de inteligência tardia, contradizendo, assim, o discurso imperial. Este, conforme assinala José Pires de Almeida, em Instrução pública no Brasil (1580-1889), alertava que, diferentemente da classe inteligente, “voltada para o bem”, os filhos provenientes da classe miúda apresentavam a forte tendência de serem “fracos, pálidos e mal nutridos”. Além de “miscigenados”, eram ainda possuidores de “um fundo hereditário de depravação que transparecerá nas ocasiões de faltas e maus exemplos”.
A situação discursiva histórica analisada traz dois efeitos a ela apensos: a comunidade escolar infantil oitocentista se dividia em uma infância superior em faculdades físicas e mentais, representada pelos filhos da elite imperial, e uma infância inferior, desprovida de valores físicos, intelectuais e morais, incluindo aí a classe “miscigenada” dos filhos da massa imperial.
As transferências que ocorrem na narrativa, na troca de papéis entre Raimundo e Pilar, trazem evidências do discurso irônico machadiano em criticar a sociedade hipócrita de seu tempo. A partir do episódio do suborno que envolve Raimundo e Pilar, questiona-se a onipotência do discurso estatal: os vícios morais do meio escolar oitocentista se restringiam à infância pobre ou eram manifestações dos filhos da elite imperial?
DISCURSO MORALIZADOR A escola estava lá, articulada no discurso moralizador do ideário imperial para socializar a infância dita inferior. O mestre-escola, na verdade, usa a palmatória como instrumento de força para castigar e desenvolver os bons costumes e a civilidade quando descobre, por meio da delação de um de seus alunos, Curvelo, o ato imoral cometido por Raimundo e Pilar. A ação de Policarpo em sua explosão de raiva é emblemática: no período imperial, a escola significou local de correção, em que se articulavam o discurso da ordem e da moral, e o professor deveria aplicar o castigo necessário, previsto em lei, para assegurá-lo.
O sujeito desencadeador do castigo não foi Pilar, o menino pobre vadio, mas Raimundo, que, além de ser filho do professor, tinha origens maternas na elite imperial. Essa migração dos sujeitos históricos afeta nossa visão do conto e mais uma vez nos faz reconhecer um sentido já familiar aos leitores de Machado: a exposição irônica da conduta volúvel do estamento senhorial.
“Conto de escola” funciona, assim, como prática de afrontamento e resistência ao modelo elitista arraigado nas bases da educação brasileira. Além de conferir voz a uma infância hegemonicamente silenciada, a narrativa evidencia a (in)eficácia da escola como instituição socializadora da infância pobre. Pilar, o narrador, era como “outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano”. Seu espírito de liberdade vagava alto pelas praias, ruas e morros da capital imperial. Não foi nesses lugares, entretanto, que Pilar recebeu suas primeiras lições de transgressão social – a corrupção, a delação e o autoritarismo –, mas na Escola de Primeiras Letras no sobradinho da Rua do Costa.
*Jornalista, mestre em estudos literários pela Faculdade de Letras da UFMG e
professor do curso de comunicação e marketing da Faculdade Promove de Sete Lagoas
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Joaquim Palmeira ( Poeta) e Pablo de Castro (músico) no Stereoteca desta quarta

Antes do show o Stereoteca conta com a presença do poeta Joaquim Palmeira, parte da parceria com o projeto Pão e Poesia.
domingo, 24 de agosto de 2008
Quando setembro chegar
PUBLICAÇÃO DE LIVRO
PRIMEIRAPESSOAPLURAL
POEMAS
LECYPEREIRASOUSA
ÁRVORE DOS POEMAS/PÃOEPOESIA
16DESETEMBRODE2008/ 18h30
DENTRODOPROJETOTERÇASPOÉTICAS
JARDINSINTERNOSDOPALÁCIODASARTES-BH
entradafranca!
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Se você desejar saber mais sobre o Projeto Pão e Poesia pesquise em:
http://www.paopoesia.blogspot.com/
www.youtube.com/diovmendonca
http://www.arvoredospoemas.blogspot.com/
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
A Tela eo Texto se agigantam
Leitura para todos divulga os autores e textos selecionados para o projeto Leitura no metrô, em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU
Alexandre Acampora
· Diamantina
Amanda Karla De Sousa
· Dissipação
· Secas
Anderson Higino
· (sem título)
· Canção de quem ouve recado da Lua
· vie en Rosa
André Leão Moreira
· As formigas de meu doce
Carla Paulino de Castro
· Acreditei
· Coração numeroso
Carlos Cammerom
· Feedback
· Tópico
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
· Consumidores do medo
Clevane Pessoa de Araújo Lopes (haicais sob o pseudônimo Haruko) - Convidada no Projeto Pão e Poesia
· A chuva pingando
· Do ovo da manhã
· Idosos são belos
· Ontem, todas águas
· Passarada ao sol
· Pássaros nos fios
· Saboreio o sol
· Soldados na lama:
· Trova
· Asas a dançar
Danilo Paiva Ramos
· Descrição
· Quarto
· Brisa
· Jornal Capital
· Migrante
Deborah Munhoz
· A grande onda
· Visceral
DI Rosa Sousa Figueiredo
· Não sei que nomes têm
Diovvani Mendonça (Criador do Projeto Pão e Poesia)
· Auto-elogio à minha alma-palhaça
· Blindado
· Caminhante
· Capim navalha
· Creia-me
· Et'sceteras
· P x p = 2P´s == P´D+
· Papagaiado
· Passos mágicos
· Pequena descoberta noturna
· Sobre os tempos modernos
· Transfusão
· Ziar
Elmo cordeiro
· A Gata Borralheira
Fátima Soares Rodrigues
· Eterna companhia
Ferreira Leste
· Incógnita
Frederico Eymard Evald Rezende
· Coração numeroso
· Metrô
· Metrô
Gilbert Daniel da Silva
· Poema cinematográfico
· Poética
· O metrô o trem o bonde
· Sicrano
· (sem título)
· A Missão
· O cachorro, o carro, o menino
· O copo caiu no chão e se quebrou
Guilherme Afonso Brasil Coelho
· Facetas do amor
· Troca
Gustavo Tanus Cesário de Souza
· Lance
· Lavoura
· Trapezistas
Inez Alves
· O (a)mar de Minas
· Outra poesia que quer ser rap
· Palavras paralelas
· Palavras...
· Perguntinhas ???
· Poesia Chinfrim...
· Poesia desestranhada
· Prece
Isabel Furini
· O poeta
Jairo Rodrigues
· (sem título)
· Blue
· E ser
· Feminal
· Rosas, espinhos
Jean Carlos Alves dos Santos Martins
· Agonia
Jonas Pinheiro de Araújo
· Feijão e Maria
· Trago de poesia
José Aloise Bahia
· Curtos 1
· Curtos 2
· Curtos 3
· Curtos 4
· Curtos 5
Juliane Matarelli
· Colar
· Encontro d'além mar
· Lua-Maria
· Text Drive
Júnia Sales Pereira
· A moribunda
· A parte final
· Em partes
· Vivenda
Jussara Santos
· Corpus I
· Passional
· Nua em pêlo ou no quarto nosso de cada dia
Kátia Nunes da Cruz
· Chovendo
Leila Barros
· Canto para quem ouve recado de Lua
· Desforra
· Identidade
· Mulher-luz
Leonardo Ruggio
· HORIZONTE
· PALMEIRA
Luciano Machado Tomaz
· Ladeiras
· Por uma vida...
· Sobre um certo Pierre
· Sórdido Ser
· No fim
Luiz Carlos Cavalcanti de Albuquerque
· Crianças
Luiz Fernando Proa
· Declaração
· Momento
· Momento Mágico
· Realidade
· Sagração
Márcia Araújo
· Uma cidade...
· Verbos
Márcio Ronei Cravo Soares
· Dedicatória
Marcos Antônio de Oliveira
· Café com rapadura
Maria José de Queiroz
· Joaquina, filha do Tiradentes
· Minas Gerais, "estado d'alma"
Osmar Pereira Oliva
· Balada das cinco mulheres do azeite de oliva
· Tempo das águas
· Uma carta para Isaac
Patrícia Namitala Leite
· Cidade do interior
· Matemática pronominal
Paulo Filipe Alves de Lacerda
· Poema da Ausência
Pollyanna Rodrigues Leite
· Mandala
· Casa grande
Rafael Guimarães Tavares da Silva
· Auto-Soneto
· E agora, Drummond?
· Minhas Gerais
· Sonho de profissão
Rafael Lovisi
· Anti-Pós-Modernidade
· Confissão a Nara Leão
· Dia-amante-tinha (1º ato)
· Fluxos (ou terra de mim)
· Memórias de José (3º ato)
· Meta-gozo-lúcido (2º ato)
· Quarto e último ato
· Teatro (prólogo)
· Um sopro de morte (amando Clarice)
Renata Cabral
· Resposta
· (sem título)
· No bolso, a lente de contato
Ricardo Evangelista
· História de uma viola
· (sem título)
· dirigo...
· Iniciação
· Menestrel de toda mata
· Montanheiro
· Quantas mula tem o lote?
· Quem avisa com samba amigo é
· Tapa no capeta
Rita Lages
· No limiar do sono ou mise-en-abîme noturno
Ronaldo Xavier da Cruz
· Me dê pelo menos este direito
Seu Ribeiro
· Ária nupcial
· Fruto de cultivar
· Moleque arteiro
· Película sertaneja
· Um roteiro que apraz
Soninha Porto
· susPENSO
· Luz em meus dedos,
· Por segundos
Tânia Diniz (haicais)
· 1*
· 2*
· 3*
· 4*
· 5*
· 6*
· 7*
· 8*
· 9*
· 10*
· 11*
· 12*
· 13*
Vinicius Fernandes Cardoso (Selecionado no Projeto Pão e Poesia)
· Roteiro
· Elegia
Vinícius Macedo
· Alma Mineira
· Sensorial
· Unidade Fragmentada
Link : http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html
sábado, 5 de julho de 2008
XXIV Prêmio de Poesia Internacional Nósside - 2008
Internacional Nósside – 2008
http://www.nosside.com/
Prezadas senhoras e Prezados senhores,
o Prazo para as inscrições
foi prorrogado ao 7 julho 2008
para a Poesia Escrita e a Poesia em Musica (Canção)
e ao 12 julho para a Poesia em Vídeo
Cordiais Saudaçoes Literarios
Prof. Pasquale Amato
Presidente do Pr
êmio
Oficina Poesia de Quintal - Expressão Sensorial

As inscrições podem ser feitas no site http://www.belopoetico.com.br/
Sem dúvida há de ser um momento agradável e imperdível.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
ensaio sobre FERNANDO PESSOA - revisado
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
O paraíso das constatações
Ó Santa Virgem das Dores! Mãe de todos os desamparados...
João da Cruz e Souza
Arremeto essa frase invocando ela, a virgem, pois somente ela pode nos amparar desse pouca vergonha que nos encontramos.
A antiga moral está cada vez mais em baixa nessa nossa sociedade marcescível...
Nosso governo chegou ao ponto de querer, ou melhor, dizer: de induzir essa boiada, a acreditar que
cachorro não é o mesmo que cão! Ora! Pois é isso que nos querem convencer, ao colocar em tramitação outra lei para beneficiar
o sistema de saúde, que continua falido, governo à governo, era falido no governo da Direita e continua falido no governo da Esquerda.
Há uma dilaceração em nossa sociedade, que procura obstruir toda forma de qualidade de vida em prol de uma corrente vertente de dinheiro que jorra, lavagens
de dinheiro são feitas às claras e nada é feito nesta sociedade corrupta e promíscua
que a cada dia apodrece em detrito de sua covardia e inoperância moral.
O suicídio que comete essa sua letomania de se viver, é provada por todos nós. Toda sociedade expõe uma fingida moral ao ver os acontecimentos pelos tele-jornais, pelos jornais, pelos meios de comunicação em geral, há um torpor em tudo. Mas insignificantes são as atitudes tomadas para uma melhoria completa de nossa sociedade massacrada; o vinho desce pela garganta dessa sociedade bêbada, consumida pelo álcool, pelas drogas televisivas, pelas crendices, pelas seitas, pelas invisíveis igrejas que proliferam em nossa sociedade rica,
abundante de riquezas naturais, matérias, e espirituais... Sabendo disso, pessoas do governo e da igreja, manipulam essa virgem sociedade que vive em convívio a pessoas experientes, sábias, mas não inteligentes e idôneas, essa virgem sempre é arrastada para o convívio do roubo, da promiscuidade, essa sociedade de Palatino-colado , essa sociedade obtusa, essa que não se evolui, continua sendo a cada dia levada para a escravidão, para o delírio amoroso de almas mortas, continua morta perante a crueldade que lhe é imposta dias a dia.
Vociferam-se vozes caluniosas para nosso povo, esse povo mal-instruído é levado a acreditar em tudo, quando já, por força individual de alguns, não é levado, é forçado a aceitar tudo o que seus patrões ordenam os da alma, ou os do governo. Quando mesmo assim não aceita, ou por força divina, ou por mérito interior, corrompe-se, vende-se por sempre menos do que vale, pela miséria é vendido e, nesta continuará sofrendo sua própria miseração interior...
Em cominações, por capricho da natureza humana, somos sempre guiados a acreditar, sem ao menos determinar as conseqüências, e os valores. Ou por preguiça de protestar contra o sistema defasado, de governo, ou pela simples e mais comum inércia conhecida por todos nós, viventes dessa sociedade hipócrita e miserável no principio básico dessas duas palavras por mim mencionadas;
Nosso cavalheirismo é tão galante, deixamos os nossos governantes passarem a frente em todos os sentidos, neste baile de dinheiro público, deixamos nossos governantes ao contrário, nos guiarem, e a cada dança, nos rouba, como ladrões de gravatas, como o ladrão de, O Grande Assalto. Filme conhecido mundialmente. E em nossa época, grandes assaltos acontecem dia a dia, enquanto tira de nós o foco, mostrando-nos, mortes de crianças, novelas, desenhos animados, mosquitos novos da dengue, etc.; assim caminha dia a dia nossa bem enganada sociedade.
Ironizam até suas viagens particulares, Poderia ter ido para qualquer lugar, assim o dizem assim nos provocam a ira, que na mesma hora é resfriada por notícias de jogadores bebendo, se esbaldando em seus milhões, todos em seus direitos, mas para camuflar as podridões das lideranças governamentais e religiosas, os expões deliberadamente, em uma pura invasão de privacidade.
Vejo nesta sociedade o descaso em que somos arremetidos, somos lançados ao esmo, e mesmo assim, caímos, levantamos e ainda louvamos nossos arremetedores, essa corja displicente, esses vampiros da alma, esses ladrões de uma moral, de um respeito, de uma dignidade que ainda esse povo carrega. Isso tudo ainda o querem. Além de levar o dinheiro querem que esse povo imbele, esse povo covarde, continue em sua eterna letargia neste torpor miserável em que se encontra. Nesta eterna perdição. Nossos governantes precisam de um tratamento superior, algum tipo de terapia que o façam parar de roubar, essa cleptomania em que eles estão...
Os maus políticos e os maus governantes, e todos aqueles que aceitam tudo isso, que roubam sem embolsar nenhum dinheiro, só herdam o karma, só vendem a sua alma, e quem recebe o dinheiro são os outros, parlamentares, políticos, pastores, bispos, diáconos, padres, ladrões, corruptos de todas as formas, e de todos os que eu disse, só estou falando da parte corrupta, há entre eles, e quero crer que ainda haja! Pessoas de boa índole, não de boa fé. Pois de boa fé muitos entre nós caíram.
Se o governo conseguir passar à nova CPMF, não será o cúmulo, não será algo de anormal, muitos poderão dizer, nunca vi tamanho cara-de-pau! Povo sem memória! Isso eles cultivam em ti. Observamos, como nas novas regras, e leis aos motociclistas esse mesmo desrespeito, houve um clamor, uma reação de indignação por isso, mas poucos meses depois, tudo passou a vigorar, voltou tudo a ser como era, como era de se esperar. Todos pagando o tributo aos seus Reis, aos seus governantes. Se o dinheiro pago fosse a favor dessa classe de trabalhadores, nenhum reclamaria, mas como sempre e desviado ou apenas nos parece ser.. nada muda, ou somos céticos, ou cegos, ou simplesmente vemos muito bem o que está acontecendo. Deveras caminhos tristes seguem á nossa frente, e não podemos esquivar destes, podemos lutar contra, mas haveria de haver uma força que nos empurrássemos a isso, não como fantoches e sim como seres humanos dignos que simplesmente desejam a essência da felicidade.
Sentimos que é hora da reação. Então sociedade massacrada, não se deixe continuar nesta escravidão, como os seus antepassados, não se deixe queimar na fogueira como as bruxas foram queimadas, erga-se dessa lama em que se encontra e talvez assim, mesmo de longe, contemple sua terra prometida, essa que deixará para seus filhos.
yendisasorsaid@hotmail.com
Yendis Asor Said
Membro da ACL. Academia Contagense de Letras
Aquele de quem tanto falam...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
O PROJETO LETRAS CRIATIVAS CONVIDA:
Nesta página, então, você poderá acompanhar uma história de uma das formas que os contadores de histórias da era digital vêm encontrando para estabelecer um jeito novo de envolver, entreter e disseminar conhecimentos de nossa humanidade.
Mas como então você poderá acompanhar essa novela?
Nesta primeira temporada da novela, digamos assim, você vivenciará as freqüências das notas musicais DÓ e RÉ. Na segunda temporada, teremos as notas MI e FÁ; na terceira, as notas SOL e LÁ; e, na última, as notas SI e DÓ. Dessa forma, você poderá acompanhar uma oitava musical completa, que você vê está vendo agora ao redor desta caixa, fazendo com que você tenha, assim, esperamos, uma vivência completa do “labirinto” cuja inspiração tem lugar na literatura Borgiana, entre outros autores que se arriscaram no gênero.
Esta novela pretende, como foi citado acima, mostrar um pouco do funcionamento do caráter do tipo de personalidade “Pacifista”, encarnado aqui por Volkaniah Bastos, o filho de um sultão de Brunei Darassalam, que imigrou para o nosso país e, na atualidade do ano de 2034, comanda uma cidade de nome Indolândia.
Esperamos que você possa aproveitar e curtir bastante essa proposta literária digital. Inicie então a sua navegação clicando na nota DÓ no alto da caixa. E BOA LEITURA!
Atrair leitores pela imagem
Uma iniciativa midiática interessante é o Livro Clip que chegou também ao Youtube. Não importa se foi escrito na Idade Média ou no Século XXI. Bom é ser lido. Mais livros clip aqui.
domingo, 18 de maio de 2008
ALLENDE
CANADÁ [Quebec] ¡ATENCION POETAS DEL MUNDO!!!: CONCURSO POEMA “ALLENDE VIVE”: El próximo 26 de junio se inicia el Centenario del nacimiento de Salvador Allende. CHILEINFORMA desea rendirle un homenaje al hombre que supo respetar la Ley y la Constitución al precio de su vida, digno ejemplo para los hombres que luchan por la Democracia en el mundo entero. Su imagen universal se ha traducido también en plazas, calles, monumentos, hospitales, parques, edificios públicos, centros académicos y universidades que hoy llevan su nombre en diferentes ciudades del mundo.
Actualmente en todos los continentes se preparan actividades en homenaje al hombre y su pensamiento que hoy en día es más y más vigente.
Chileinforma lanza el Concurso de Poesía para todos los poetas del mundo: bajo la temática de ALLENDE VIVE. Chile, España, y Canadá estarán representados en el jurado que elegirá el poema ganador.
BASES:
1.- Enviar uno o más poemas en homenaje a Salvador Allende. Extensión libre, letra Times New Roman tamaño 12 y a doble espacio.
2.- En este concurso podrán participar los poetas de cualquier origen étnico del mundo y pueden ser escritos de preferencia en castellano y deben ser enviados antes del 11 de Agosto del 2008
3.- Enviar los poemas [dos opciones] por correo regular. Deben enviarse con un Seudónimo, texto en CD y dentro del sobre, otro sobre cerrado, que contenga los datos personales completos del autor o de sus autores. O por correo electrónico con un Seudónimo. Se les comunicará a sus correos el resultado en caso de obtener los primeros lugares.
4.- El poema ganador será publicado en las páginas de Chileinforma por un periodo mínimo de un mes a partir del 11 de septiembre, fecha de la muerte de Salvador Allende. El segundo y tercer puesto como asimismo otros seleccionados tendrán derecho a la publicación durante una semana o más. Además existe la posibilidad de que estos poemas sean usados en las actividades principales que organiza la comunidad chilena residente en la ciudad de Montreal, y/o en otros lugares del mundo que lo soliciten.
5.- Chileinforma se reserva el derecho de usar los poemas seleccionados en la producción de eventuales medios impresos o audiovisuales, afiches, videos, tarjetas postales etc., que vayan en beneficio de los fondos para la construcción de un monumento a Salvador Allende en la ciudad de Montreal. Eventualmente podrán ser seleccionados varios de ellos para una recopilación. Un certificado impreso del poema con el nombre de su autor será enviado a los tres primeros ganadores a su dirección postal.
6. EL JURADO internacional estará constituido por:
- Carlos Benítez Villodres*: Cónsul en Málaga, España, de 'Poetas del Mundo', Delegado Provincial, en Málaga, de la Asociación Colegial de Escritores de España, Responsable Local para Andalucía de REMES [Red Mundial de Escritores en Español], miembro del Consejo de Redacción del periódico “Granada Costa”, escritor, poeta, periodista, crítico literario, columnista del diario “La Torre”, articulista del periódico “Granada Costa”, cronista de “Chileinforma”… http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=985
- Wilson Tapia Villalobos: Periodista, escritor, ex director de la Escuela de periodismo de la U. La Republica-Chile, comentarista en Radio Universidad de Chile, columnista de varios medios electrónicos entre ellos Chileinforma.
- Rafael Luis Gumucio Rivas: Historiador y columnista ex director del Inst. de Historia U. Católica de Valparaíso, ex agregado cultural de Chile en Canadá, D.E.A Universidad de La Soborne -Francia….
- Yolanda Duque Vidal: Escritora y poeta, directora Editions 'Alondras', www.editionsalondras.co.Directora - Canadá.
- César Carrasco Caviedes: Publicista U.T.E, profesor en comunicación, director-editor de Chileinforma-Canadá.
Los poemas deben ser enviados al correo electrónico: info@chileinforma.com
O a la dirección postal:
1536 Boul Curé Labelle, Chomedey-Laval H7V 2W3 Québec- Canada
O ABRAÇO AFLITO DE BACON
Políticas públicas interferem, e muito, com o trabalho dos escritores. A sua existência ou não condiciona muitos aspectos da criação e também a fruição dos leitores. Como o tema se presta a muitos mal-entendidos é importante ter clareza sobre o que constitui uma 'política pública'.
Uma política pública de Estado - não apenas sujeita às conjunturas e projetos de cada governo em particular - tem necessariamente uma série de características:"
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Dilemas de um poema

terça-feira, 6 de maio de 2008
A raiz é a Poiesis

BANQUETE DE IDÉIAS
AS P A I X Õ E S
08 maio - quinta - 19h30
DCE CULTURAL - Av. Getulio Vargas, 85
Savassi – BH
Entrada - R$ 3,00 + 1 livro
trecho de PAIXÃO, AÇÃO E LIBERDADE EM ESPINOSA
da autora Marilena Chauí
caderno MAIS! 20ago2000
(...)
Afecções e afetos, exprimindo nosso CONATUS, obedecem
à lei natural que rege o esforço de preservação na existência.
Isso significa, antes de mais nada: somos PASSIVOS (ou estamos
na paixão), enquanto somos apenas causa parcial do que se passa
em nós, e somos ATIVOS (ou estamos em ação), quando somos a
causa total do que se passa em nós.
Somos CAUSA INADEQUADA de nossos afetos quando são
causados em nós pelo poder de ‘causas externas’, somos CAUSA
ADEQUADA de nossos afetos quando são causados em nós por
nossa "potência interna". Ser causa inadequada é ser passivo e
passional. Ser causa adequada é ser ativo e livre.
Idéia ou razão jamais vencem uma paixão, somente uma paixão
vence outra paixão, se for mais forte e contrária a ela.
ALIENAÇÃO: o indivíduo passivo-passional é servo de causas
exteriores, está sob o poder de um outro (alienus).
Trecho completo
a ser lido no Banquete:
Paixão no erotismo, na filosofia e na política
Tudo uma coisa só - em todas estamos ALIENADOS.
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Em Tempo: Se o internauta desejar saber mais sobre OPA!, faça uma pesquisa no buscador de sua preferência.
domingo, 4 de maio de 2008
Nas trilhas do Sarau Tropeiro
quarta-feira, 30 de abril de 2008
PORTFÓLIOS DE ILUSTRADORES
Portfólio - Sérgio RamosPinturas, desenhos, sonhos, memórias... tudo junto e com um resultado surpreendente. Confira!
Portfólio - Tadeu CostaVeja aqui um pouco do trabalho e talento desse artista mineiro.
Portfólio - Marcio LevymanMarcio Levyman, ilustrador com vários trabalhos para jornais, revistas e livros importantes, apresenta-nos uma amostra de sua arte.
Portfólio - Tânia RicciVeja aqui um pouco do trabalho e talento de Tânia Ricci.
Diálogos com a CidadeContando a história e repensando a cidade de São Paulo através da fotografia. É o que fizeram os fotógrafos Luciana Fátima e Arlindo Gonçalves.
Portfólio - Vânia MedeirosVermelho com verde, verde com roxo, roxo com verde e azul. Tudo combina que dá gosto. Vânia Medeiros mostra um pouco de seu trabalho com desenho e colagens.
Portfólio - Patrícia Maria WollAnjo, buriti, caramujo, cachorrinho e debutante. Veja um pouco do belo trabalho da artista plástica e ilustradora Patrícia Maria Woll.
Portfólio - Tereza YamashitaMas o conteúdo não pode ficar com ciúme. Veja um pouco das muitas capas de livros criadas pela escritora e designer Tereza Yamashita.
Portfólio - Löis LancasterO artista plástico e ilustrador, Löis Lancaster mostra um pouco de sua arte. É de torcer o nariz mesmo!!
terça-feira, 29 de abril de 2008
PALAVRA E SOMBRA
11/4/2008 17:56:00
Palavra e sombra
Por Leda Tenório da Motta
Aparentemente, temos aqui o contrário do poeta que não encontra as suas palavras. Já que quem mais fala aqui é a linguagem. Estaríamos diante de uma poesia que arrisca tudo nas palavras. De uma criação do mundo pela palavra. De uma poesia feita de palavras.
De fato, palavras não faltam a Luis Serguilha. Parecem ser bem maiores que a própria vida _ se é que há vida antes das palavras _ , de tal modo que a encobrem. Buscam saltar para fora da página, assumindo, muitas vezes, a letra garrafal. Fazem estranhos elos que explodem ainda mais a sintaxe já explodida e implodida dos poetas originais. Rimbaud explode, Mallarmé implode, mostrou Augusto de Campos em Rimbaud Livre. São exasperadoras porque nada nunca termina de ser dito. Deixam o sentido eternamente adiado. Oferecem o espetáculo do nonsense, do segredo, da sombra espessa da linguagem. Se lembrarmos que a firma clássica articula representação da natureza e pensamento, e que a firma romântica faz pender a balança da representação para o lado da natureza, tecnicamente, o desequilíbrio, aqui, é o do Barroco, neste caso, desesperado. Para o riso amarelo de Francis Ponge, diríamos que não se vai aqui muito além do ímpeto, da tentativa, do drama de dizer. O que é uma homenagem prestada ao partido da expressão.
O sentido não está oculto, não está para ser buscado, está mais para ausente. O que faz o seguinte sentido: estamos numa turbulência verbal sem controle. De fato, se o hangar é o abrigo no interior do qual se enclausuram coisas, segundo os verbetes dos dicionários, neste caso, nada fecha o buraco metafísico. Até porque as palavras são vento, como diria a sabedoria antiga.
Tantas delas assim ao léu parecem criticar a vanidade de nos esforçarmos até as idéias e os sentimentos, o homem e seus problemas, inclusive políticos (lembranças de Saramago!). O poeta de Hangares do Vendaval tem razão de esquivá-los. Em sã consciência, nesta altura dos acontecimentos, quem poria o quê _ que questões, de que ordem, que questões de ordem, como se diz nas assembléias _ no centro de uma poesia? E quem haveria de lhe cobrar do quê exatamente está falando, e o que foi mesmo que aconteceu?!
Não podemos saber o que aconteceu. Para tais perguntas enquadradoras não há sequer um começo de resposta nas sombras espessas em torno das palavras no texto de Luis Serguilha. O fato, por si só, sugere que se trata de uma poesia interessante, por mais difícil que seja reconhecer uma poesia interessante, principalmente no calor da hora de sua publicação. Já que, apesar do tormento dessa dispensação verbal sem centro, sem limites, o diferencial aqui parece ser o jorro, justamente, a contundência, a energia. Apreciada _ aliás _ desde a experiência brasileira da poesia que sai do traço epigramático, do minimalismo, da astúcia, do jeu de mot concretista, diluindo-o até o cadáver, tanta loquacidade só pode ser vista como salutar.
Mas numa segunda análise, são talvez as coisas e não as palavras que importam. Tratar-se ia da realidade. Do universo simplesmente físico. De uma experiência simplesmente sensível. De uma De Natura Rerum, mas desenfreada.
Agora, estaríamos nos elementos desencadeados, na criação divina (por assim dizer) e não na criação de algum poeta que se tomasse por Deus. A ponto de então nos perguntarmos: seria Hangares do Vendaval um poema cosmogônico, desses que já não se fazem mais? Uma eureka? Uma ciência? Uma máquina do mundo camoniano-drummoniano-haroldiana mais uma vez repensada?
E já que Serguilha me confessa (por telefone) apreciar alguns artistas da palavra que encamparam o parâmetro das artes plásticas _ e não o da música _ seria ele, antes que um falador, ou um lírico verborrágico, algum pintor do universo, que quer descrevê-lo, apresentá-lo, captá-lo sensualmente, para tanto entrando na interioridade dos objetos de todos os reinos, vegetal, animal, mineral e industrial? Seria ele um artista plástico que não nega que é conterrâneo e vizinho de porta do fantasma de Camilo Castelo Branco, que se suicidou exemplarmente, ao saber-se fadado a ficar cego, quer dizer, a não mais ver o mundo extra-linguagem, ainda que fosse para melhor interiorizá-lo? Jogaria ele no time dos que pensam que a poesia são algumas linhas e por trás uma imensa paisagem?
A terceira hipótese é: nem um nem outro. Nem palavras, nem coisas! De fato, como tudo aqui é observado de muito _ mas muito _ perto, chegamos a descritivismos tais da natureza que, no fim das contas, e por excesso de zelo, tudo vira metáfora. O poeta quer ir às partes mais entranhadas, mais escondidas, mais inéditas do que encontra fora de si. Mas para narrá-las tem que buscar apoio em si mesmo. É próprio de qualquer arte que nada possa dar a ver senão dentro dos seus próprios termos! Assim, a variedade dos fatos externos acaba solicitando virtuosismos verbais que redundam numa natureza desnaturada, imaginária, alucinatória, surreal:os “pássaros esplendorosos dos arquivos”, as “ortografias das corujas”, a “cerveja autografada”, o “burburinho da pedra- pomes”, o “mar das sutilezas vinhateiras”, a “ervagem bicéfala”...
Há aqui o efeito vertiginoso de um choque, de uma telescopagem da palavra e da coisa. Uma disposição em abismo de que não podemos dizer se rende reflexões sobre a linguagem vista através dos objetos ou o contrário. O fato é que, olhando bem, as coisas reduzem-se às palavras... e vice-versa. Tendo começado na expressão e passado da expressão à experiência e à existência, terminamos num transe enlouquecido.
Apesar da dificuldade extrema de se tirar algo desse perfeito impasse em que achamos que Serguilha se movimenta, aparentemente em busca de algum hangar em que se enclausure, para salvar-se _ para salvar-nos _ da loucura, talvez se possa arriscar dizer alguma coisa, totalmente no escuro, e interrogativamente, sobre o significado deste seu novo livro.
Por que será que, ao lê-lo, não consigo parar de pensar em A Tentação de Santo Antão de Flaubert? Será que é porque Flaubert, que escrevia romances como quem faz poesia, nunca achando suas palavras, como notou Borges em Discussão, representa o seu santo no momento mesmo em que as palavras da Bíblia a levam ao delírio? Será que é porque há uma natureza violenta em volta da montanha em que o santo é tentado e é dali que procede o diabo?
Ou será que toda esta catástrofe que não sabemos bem qual é, o que não a impede de ir tomando proporções, ao longo dos 16 passos numerados da via crucis de Serguilha, não se deixaria ler à luz do poema Aubade de Philip Larkin sobre a destruição do mundo, como uma espécie de epígrafe por sobre os tempos atuais: “the sure extinction that we travel to”?
Fica a pergunta.
Leda Tenório da Motta é crítica literária, tradutora e professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Publicou, entre outros, Francis Ponge- O Objeto em jogo (Imago, 1997) e Proust- A Violência sutil do Riso ( Perspectiva, 2007). E-mail: ltmotta@pucsp.br
http://www.cronopios.com.br/










