sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA

VERÃO POESIA



Wilmar Silva convida poetas e literatos para discussões e apresentações

sobre a arte poética... vejam as datas:



Programação:



08 de fevereiro



10:00 às 12:00



10:00 às 10:30

- Abertura - Ione de Medeiros e Wilmar Silva.

- Verão Poesia - Homenagem ao jornalista e poeta Alécio Cunha.

- Lançamento da Plaquete - Memória de Mim, org. Mário Alex Rosa.

- Leituras de poemas dos participantes.



10:30 às 12:00

- Programa ao vivo - Rádio Educativa UFMG 104,5

- Tropofonia, uma experiência de linguagem - Oliverio Girondo e Djami Sezostre, c/ Sebastián Moreno (Argentina), Laia Ferrari (Argentina), Francesco Napoli, Cristina Borges, Wilmar Silva e Rafael Muñoz Zayas (Espanha).

- Lançamento revistacd Tropofonia.



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 19:00



15:00 às 16:30

- Provocação Poesia - Existência, Linguagem, Conceito, Processo, Arte.

- Medulas de Diálogo: Heidegger, Yves Klein, Al Berto, Roberto Piva, c/ Wagner Rocha, Luís Serguilha (Portugal), Luiz Edmundo Alves. Provocador Ronaldo Werneck.



Lançamentos:

- Livro Heidegger e a poética do ser: interseções entre filosofia e poesia, Wagner Rocha.

- Livro Korso, Luís Serguilha.

- Livro Uvas Verdes, Luiz Edmundo Alves.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu - c/ Adriana Versiani, Nícollas Ranieri, Regina Mello, Reynaldo Bessa. Provocador Wilmar Silva.



Lançamentos:

- Livro Cinquenta, Regina Mello.

- Livro Outros barulhos e cd Com os dentes, Reynaldo Bessa.



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00



20:00 às 21:00

- Maresia - hiperleitura poemas de António Ramos Rosa. C/ João Ventura e Gilberto Mauro: voz, piano e eletrônicos.



21:00 às 22:00

- Musicacha - instalação sonora poemas de Wilmar Silva. C/ Gilberto Mauro.



Lançamentos:

- Cd Musicacha, Gilberto Mauro e Wilmar Silva.

- Revista Atlântica de cultura ibero-americana, João Ventura (Portugal).



09 de fevereiro



10:00 às 12:00



- Verão Poetas - Ilimites ao Léu. Com Adriano Menezes, Daniel Bilac, Júlia Zuza, Milton César Pontes, Rafael Muñoz Zayas (Espanha). Provocador Kaio Carmona.



Lançamentos:

- Jornal A Parada, Daniel Bilac e Valquíria Rabelo.

- Livro Sones di dicha, Rafael Muñoz Zayas.

- Livro SILVAREDO poética não completa, Wilmar Silva



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 16:30

- Provocação Poéticas Experimentais Século XX - Vida e Morte das Vanguardas.

- Medulas de Diálogo - Sol Lewitt, Ezra Pound, Arthur Rimbaud, Poesia Concreta. Com Antonio Miranda, Eduardo Jorge, Rogério Barbosa. Provocador Wagner Moreira.



Lançamentos:

- Livro Memórias Infames, poemas de Antonio Miranda.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Performance - Ensaio ao vivo. Com Ana Gusmão, Artur Gomes, Bárbara Morais, Tania Alice. Provocador Francesco Napoli.



Lançamentos:

- Coleção “Nome a Nombre”, livros de Tania Alice e Javier Galarza (Argentina).



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00



20:00 às 20:30

- Performance Poesia Biosonora Neonão. Com Francesco Napoli e Wilmar Silva



20:30 às 22:00

- Provocação Poéticas em Minas Gerais - Contrastes, Diferenças, Rupturas, Tradição, Invenção.

- Medulas de Diálogo Poesia de Belo Horizonte 1980 a 2000. Com Fabrício Marques, Mário Alex Rosa, Kaio Carmona. Provocador Rogério Barbosa.



10 de fevereiro



10:00 às 12:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Dioli, Diovvanni Mendonça, Fabrício Marques, Leonardo de Magalhaens, Luiz Edmundo Alves. Provocador Marcos Fabrício.



Lançamentos:

- Jornal Barkaça.

- Projeto Pão e Poesia, 1º lugar prêmio pontos de mídia livre (minc).

- Jornal Suplemento Literário de Minas Gerais.



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 16:30

- Provocação Portuguesia contraantologia - Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética.

- Medulas de Diálogo Poéticas de Minas Gerais, Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Com Luís Serguilha, Wagner Moreira e Wilmar Silva. Provocador João Ventura.



Lançamentos:

- Livro/Dvd Portuguesia, org. Wilmar Silva.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Jovino Machado, Kiko Ferreira, Ronaldo Werneck, Wagner Moreira. Provocador Mário Alex Rosa.



Lançamentos:

- Livro Há Controvérsias, Ronaldo Werneck.

- Livro Cor de Cadáver, Jovino Machado.

- Livro Musikaligrafia, Kiko Ferreira.



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00

- Verão Proesiashow

- Outros Barulhos: com os dentes. Com Reynaldo Bessa.



22:00

- Liberdade Livre

Data: De 08 a 10 de fevereiro de 2010

Horário: De 10h às 12h, 15 às 19h e 20 às 22h

Local: Teatro João Ceschiatti

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537

Telefone: 3236-7400

http://

Preço: Ingresso R$ 2,00 inteira / R$ 1,00 meia

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pão Poesia lança 2ª edição


Pão e Poesia: lançamento da 2ª edição
acontece no Verão Arte Contemporânea  

 
Impressos em embalagens para pão, a iniciativa literária traz poemas de Adriana Versiani, Alice Ruíz, Arnaldo Antunes, José Ouverney, Marcelo Dolabela, Paulo Franchetti, Paulo Urban, Sebastião Nunes e Wilmar Silva.
     No próximo dia 10 de fevereiro (quarta-feira), de 10h às 12h, no Teatro João Ceschiatti, em Belo Horizonte, acontecerá o lançamento da segunda edição do “Pão e Poesia – em qualquer esquina, em qualquer padaria”. A iniciativa literária se apropria da embalagem utilizada por padarias para divulgar a poesia e obras de artistas plásticos ao público. Ao unir o útil ao agradável, o projeto associa a necessidade de atender a fome de pão dos consumidores ao prazer destes em poderem saciar a “fome de beleza”, a partir do alimento poético. Afinal, como bem diz a canção do grupo Titãs, "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". No embalo do pão, poesia. E vice-versa.
     Intitulado Verão Poetas: Ilimites ao Léu, o evento integra o Verão Arte Contemporânea 2010, que incluiu, pela primeira vez, a Literatura em sua programação. Na data, o público poderá participar de um bate-papo com os poetas Diovvani Mendonça – idealizador do projeto(foto acima) -, Dioli, Fabrício Marques, Leonardo de Magalhaes e Luiz Edmundo Alves. O encontro terá como mediador o jornalista, poeta e doutorando em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcos Fabrício.
     Vindos devários estados brasileiros, e de Portugal, foram inscritos 1200 poemas nas categorias Haicai, Trova, Soneto e Verso Livre. Gostaria de apertar a mão de cada um dos participantes. Não tive, ainda, o prazer de conhecer a maioria dos escritores e seria muito bom entregar a eles, pessoalmente, as embalagens com suas respectivas obras”, finaliza Diovvani. Para marcar o lançamento, os livros e CD’s vendidos durante os três dias do Verão Poesia serão embrulhados com as embalagens.
     Os saquinhos de papel trazem obras de artistas plásticos e de poetas, como: Adriana Versiani; Alice Ruiz; Arnaldo Antunes; Fabrício Marques; José Ouverney; Marcos Fabrício; Marcelo Dolabela; Paulo Franchetti; Paulo Urban; Sebastião Nunes e Wilmar Silva, entre outros (ver relação abaixo). Soma-se aos trabalhos dos 32 poetas/artistas plásticos convidados e homenageados, 108 textos selecionados por meio de inscrição via internet. Os desenhos usados como marca d’água nos versos das embalagens são da artista plástica Iara Abreu.
     Em sintonia com as causas ambientais, as 120 mil embalagens foram impressas no conceito Carbo-Neutro, neutralizando assim as possíveis emissões de gases de efeito estufa (GEE). As mesmas serão doadas, preferencialmente, às padarias das periferias da Capital e das cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
     Realizado em parceria com o Instituto Aprender Profissionalizar (ONG), o projeto foi viabilizado pelo Ministério da Cultura (MINC) após ser o grande vencedor, na categoria local/estadual, do 1º Prêmio Pontos de Mídia Livre do Programa Cultura Viva do referido órgão.   

Poetas homenageados: José Ouverney, Paulo Franchetti, Paulo Urban e Sebastião Nunes. 
Artistas plásticos homeageados: Eduardo Vilela, Gilberto de Abreu, Guido Boletti e Jair Leal.  
Poetas convidados: Adriana Versiani; Alan Rodrigues de Carvalho; Alberto Murata;  Alice Ruiz; Arnaldo Antunes; Clevane Pessoa; Chris Herrmann; Conceição Parreiras Abritta; , Christiano Sotero; José Fabiano;  Fabrício Marques; Gustavo Felicíssimo; Leonardo de Magalhaes; Luiz Carlos Abritta; Marcelo Dolabela; Marcos Fabrício; Ronaldo Werneck; Maria Lúcia de Godoy Pereira; Oswaldo Soares da Cunha;Tânia Diniz; Teruko Oda;Thereza da Costa Val e Wilmar Silva. 
Somam-se nesta edição, 108 textos selecionados por meio de inscrição via internet. 
Serviço:
Data: 10 de fevereiro 
Horário: 10h às 12h 
Local: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
Endereço: Avenida Afonso Pena, nº 1.537, Centro - Belo Horizonte
Ingresso: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia)

Informações:
3Caravelas - Assessoria de Imprensa
Jornalista Helenna Dias – MTB 11.912/MG
Contato: (31) 9972-0233

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Minerais preciosos

Horas douradas

Durmo para sonhar
O sonho de pedra
Na esperança de acordar
Mais história mais precioso
Mais vento juvenil em sua face
Mais sábio mais sabão em pedra
Diluido na arquitetura branca
Tinindo na tonelada do sino
Que essa voz ecoe popular
Na praça Tiradentes
Esse espaço-meio alma
Desses minérios ardentes
Cintilantes ouros pretos
Popups dourados
atravessando séculos
Feito pedra sonhada
Na bola de sabão em pó.

Lecy Pereira Sousa

quinta-feira, 21 de maio de 2009

24 de maio é o dia nacional do café e para comemorar a data a Cafeteria Kahlua de Belo Horizonte abre as portas e brinda seus fregueses com o 24h all café. O café Kahlua será o ponto de encontro de artistas de vanguarda brasileiros e argentinos, que farão intervenções poéticas intercaladas com shows musicais, mostra de artes plásticas e exibição de vídeo produzido pela Escola de Cinema de Belo Horizonte com 200 cenas de cafés.
A proposta é que no estilo do Café Voltaire onde se reuniam poetas surrealistas, dadaístas e futuristas no início do século XX, o Café Kahlua seja um local de expressão de diferentes poéticas contemporâneas neste início do século XXI. A partir de 0 hora (virada de sábado para domingo) o evento começa com apresentações musicais de Thiago Machado, Los Elles (trio de jazz e blues de Tiradentes e São João Del Rey), Binné Zimmer, Cláudio Carvalho, Dj Fausto, Gabriel Guedes, Caution B Trio. As intervenções poéticas ficam a cargo de Brenda Mars, Clevane Pessoa, Wilmar Silva, Milton César Pontes, Diovvani Mendonça (Pão e Poesia), os argentinos Laia e Sebastián e Rosa Pimentel que fará uma homenagem ao poeta cubano José Martí com música e poesia.

Durante o 24h All Café será lançada a proposta do projeto KFÉ de conscientização ambiental e treinamento de jovens baristas em regiões carentes pelo Instituto Imersão Latina (IMEL) em parceria com o café Kahlua. A campanha visa difundir a cultura do café com responsabilidade social do cultivo ao consumo.

30% da venda dos quadros do Ateliê Thayná Carneiro e da artista plástica Neuza Ladeira, expostos entre 24 de maio a 24 de junho e parte da receita do dia do café será doada ao IMEL.

O Instituto Imersão Latina é uma ONG formada por ativistas que se preocupam em mostrar a diversidade cultural e ambiental da América Latina. O IMEL desenvolve projetos e atividades culturais, de capacitação e treinamento com outras entidades que visem o desenvolvimentos sócio-cultural, pesquisa e difusão das memórias e identidades culturais latino-americanas.

A parceria Café Kahlua e Imersão Latina começou em outubro de 2006, com o lançamento do Projeto Criança não é Brinquedo do IMEL. Na ocasião, em mostra fotográfica alertamos sobre a importância de se pensar o futuro da América Latina a partir das crianças. A mesma mostra já passou por Brasília (2007) e Porto Alegre (2008) e a cada ano seguirá por outras cidades.













Serviço
24h all café
24 de maio (durante 24 horas)
Virada cultural com música, artes plásticas, poesia e cinema
Local: Cafeteria Kahlua (rua guajajaras 416, esquina com rua da Bahia)

Mais informações:
info@imersaolatina.com
(31) 88119469 (31) 30476186
(Brenda - IMEL)
(31) 3222-5887
(Rui - Kahlua) CAFÉ KAHLUA
http://www.imersaolatina.com
http://www.imersaolatina.blogspot.com

A logomarca do projeto KFÉ é uma criação de Andreza Nazaré e Raquel Savassi.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Acontece lá em Cachaprego

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

KI

M
ãos de nin
guém as m
ãos de meu pai

Mãos de nas
cer na terra
Mãos de vi
ver na terra
Mãos de mor
rer na terra

Mãos de c
ão no c
errado s
errado M

ãos de meu pai
minhas as m
ãos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Março é da Poesia

S BADO CULTURAL OPA!
07 mar o - 15 s 19 hs

Com os poetas Rodrigo Starling, Leonardo de Magalhaens
Lecy Pereira e Diovvani Mendon a e Rog rio Salgado
e o m sico Jackson Abacatu

14 de mar o / DIA NACIONAL DA POESIA -
 de 17 s 22 hs


Reuni o de poetas dos Centros Culturais de BH
(Padre Eust quio, Pedreira Prado Lopes,
Salgado Filho, Vila Santa Rita, Vila F tima)

A OPA! vai participar (em apoio ao CCPE)
com os poetas Leonardo de Magalhaens,
Javert Denilson, Marco Llobus, com destaque para
o poeta e m sico Ricardo Evangelista (CCLN)
e da cantora Sueli Silva, ambos do SARAU TROPEIRO,
al m do m sico Jackson Abacatu

Local dos saraus :::::

CENTRO CULTURAL PADRE EUST QUIO
R. Jacutinga esq c. Par de Minas
Mercado Aberto do Padre Eust quio
(31)3277-3294
ccpe.fmc@pbh.gov.br

nibus: 4110 / 4111 / 4405 / 4034 / 1404 / 9408
(refer ncia local - Aeroporto do Carlos Prates)

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

clique na inagem para vê-ampliafa

Homenagem aos Poetas Vivos

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fórum 2008 é lançado para a imprensa em Belo Horizonte


Olá Lecy Sousa,

A entrevista coletiva de anúncio da quarta edição do Fórum das Letras de Ouro Preto 2008, que vai acontecer entre os dias 5 e 9 de novembro, reuniu ontem, 15 de outubro, no FIEMG Trade Center, jornalistas de todas as mídias, representando veículos de comunicação de BH e da antiga Vila Rica. Marcaram presença o prefeito de Ouro Preto Angelo Oswaldo, a coordenadora geral do Fórum, a escritora Guiomar de Grammont, e o escritor Luiz Giffoni, que representou os autores participantes.

A coordenadora geral, Guiomar de Grammont, disse que o tema central do evento "Mistério na Literatura" foi determinado, quando foi possível vislumbrar o elenco de autores internacionais. "Compreendo este tema como um enigma do ser, como toda forma de expressão que se origina da arte, todo texto que propõe despertar a curiosidade no leitor". Segundo ela, o Fórum não se trata de um evento com a intenção de formação de público leitor em apenas cinco dias. "É um trabalho contínuo, que depende da mídia e da agregação de parceiros, fazendo com que pessoas de interesses comuns se reúnam numa mesma paixão", destacou.
A diretora do IFAC – Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da UFOP também falou sobre o seu envolvimento pessoal com o fórum, a criação da temática principal do evento e o critério de seleção dos autores, deixando claro sua paixão pelas letras. "O meu envolvimento não é somente curatorial, é genético. É muito gratificante, porque é um evento onde criamos um conceito geral, montado a partir de gêneros literários, o que me permite ir ao acordo dos meus ideais. Na maioria das vezes o meu critério de escolha dos autores é percebendo cada um deles, através da parceria de editoras, lendo e me impressionando pela qualidade de muitos livros ainda fora do circuito".
O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, destacou a "vocação cultural da cidade, que vê o Fórum das Letras culminar como o grande encontro literário de Minas Gerais, ao lado de grandes acontecimentos artísticos, cênicos e musicais, como o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana", também realizado pela UFOP.
Luiz Giffoni salientou a importância do evento, considerando-o um dos maiores encontros do gênero em Minas Gerais, "É uma grande alegria estar de volta ao Fórum das Letras, já que tive a oportunidade de participar da primeira edição, em 2005, sendo interessante observar que este ano foi expandida tanto a temática do Fórum quanto o número de autores presentes".
Guiomar ressaltou ainda o critério para a composição das mesas de debate no Fórum. Buscamos reunir numa mesma mesa autores consagrados com os da nova geração. "Muitas das vezes é um bom marketing que define um bom autor. Eu vou na contra-mão disso. Contra este sistema que muitas das vezes deixa esquecido grandes autores. Nosso objetivo é revelar obras para o público e permitir a divulgação das obras de novos autores", finaliza.

Para mais informações sobre o evento, acesse o site http://www.forumdasletras.ufop.br/.




sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primeirapessoaplural



Eu na pluralidade

O livro de poemas "Primeirapessoaplural" é o primeiro livro publicado pelo selo "Árvore dos Poemas". Este selo é uma vertente do Projeto Pão e Poesia criado pelo poeta mineiro Diovvani Mendonça. O projeto Pão e Poesia tem sido amplamente divulgado pela mídia impressa e televisiva do Brasil por todo ano de 2008.

"Primeirapessoaplural" foi lançado em 16 de setembro de 2008, no Palácio das Artes, dentro do Projeto "Terças Poéticas" que tem o poeta Joaquim Palmeira como curador.

O livro reúne 42 poemas-curtos de Lecy Pereira, entre eles "Dilema do Eletropoema de um Fôlego Só" que pertence ao Projeto Pão e Poesia e é divulgado nos ônibus urbanos de Belo Horizonte por "A Tela e o Texto" da UFMG. Outros textos de autoria de Lecy Pereira podem ser conferidos no próprio site da UFMG http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html ou no site http://www.gostodeler.com.br/

Os poemas reunidos neste livro retratam um tempo de supostas convergências e divergências onde o "nós" é o personagem principal. Questionamentos, ironias e algum bom humor dão a tônica do texto. Impresso em papel reciclado, "Primeirapessoaplural" tem diagramação do artista contagense GA, reproduz telas do artista plástico italiano Guido Boletti e tem prefácio do escritor paulistano Paulo Urban.

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Primeirapessoaplural, Lecy Pereira Sousa, 62 páginas, Árvore dos Poemas, R$20,00. Contato para aquisição: diovvani@yahoo.com.br

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A EDUCAÇÃO SOBRE SUSPEITA

Passamos a re-distribuir, com devida autorização do autor, esse excelente texto :




SÁBADO, 27/09/2008
A educação sob suspeita

"Tudo era loucura. Ele respeitava as namoradas e não poupava as namoradeiras, dizendo que as primeiras seguiam um impulso natural, e as segundas a um vício" - O alienista

*Marcos Fabrício Lopes da Silva

Há 100 anos o Brasil perdia um dos maiores expoentes da literatura universal: Machado de Assis. A intenção deste artigo é prestar-lhe homenagem, ao destacar e comentar a narrativa “Conto de escola”, publicada na Gazeta de Notícias, em 1884, e, 12 anos depois, incluída no volume Várias histórias, sob a perspectiva de investigar a expansão do ensino de primeiras letras e a escolarização da infância pobre no Brasil, associada à ideologia da elite imperial de construção e consolidação do Estado nacional.

A narrativa se desenrola no próprio ambiente escolar, “um sobradinho de grade de pau” na Rua do Costa, localizado na capital do Império. É significativo o fato de o contista ter identificado o narrador como estudante das séries primárias. Nos discursos educacionais oitocentistas, não se pode deixar de salientar o tipo de infância que é explorada no conto, relacionada ao estamento social menos favorecido. Por exemplo, Pilar, narrador-personagem do conto, se identifica como filho de um velho empregado do Arsenal de Guerra. Raimundo era filho do professor Policarpo, e, pela descrição do narrador, o mestre-escola não parecia ter muitas posses. Outra pista para a identificação da origem social do narrador é a fascinação deste pela moeda que Raimundo lhe oferece.

Raimundo propõe “um negócio, uma troca de serviços” a Pilar. Baseado na política do toma-lá-dá-cá, o filho do professor daria a moeda mediante a explicação de um ponto da lição de sintaxe pelo narrador-personagem. Merece ser destacado que o autor da proposta de suborno tem como pai mestre Policarpo; a mãe é ligada à elite imperial. Pilar, de origem humilde, “era dos mais adiantados da escola” e “dos mais inteligentes”. Ao se colocar na posição de aluno pertencente à infância pobre e se constituir capacitado intelectualmente, o narrador do conto desloca o discurso social elitista numa inversão de papéis: não era a sua classe inferior em conhecimentos, mas a classe originária da elite imperial, representada pelo colega Raimundo.

O narrador insiste em sua habilidade intelectual, associando-a a sua estrutura física: “Note-se que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro”, isto logo depois de caracterizar o colega Raimundo como pálido, mole e de inteligência tardia, contradizendo, assim, o discurso imperial. Este, conforme assinala José Pires de Almeida, em Instrução pública no Brasil (1580-1889), alertava que, diferentemente da classe inteligente, “voltada para o bem”, os filhos provenientes da classe miúda apresentavam a forte tendência de serem “fracos, pálidos e mal nutridos”. Além de “miscigenados”, eram ainda possuidores de “um fundo hereditário de depravação que transparecerá nas ocasiões de faltas e maus exemplos”.

A situação discursiva histórica analisada traz dois efeitos a ela apensos: a comunidade escolar infantil oitocentista se dividia em uma infância superior em faculdades físicas e mentais, representada pelos filhos da elite imperial, e uma infância inferior, desprovida de valores físicos, intelectuais e morais, incluindo aí a classe “miscigenada” dos filhos da massa imperial.

As transferências que ocorrem na narrativa, na troca de papéis entre Raimundo e Pilar, trazem evidências do discurso irônico machadiano em criticar a sociedade hipócrita de seu tempo. A partir do episódio do suborno que envolve Raimundo e Pilar, questiona-se a onipotência do discurso estatal: os vícios morais do meio escolar oitocentista se restringiam à infância pobre ou eram manifestações dos filhos da elite imperial?

DISCURSO MORALIZADOR A escola estava lá, articulada no discurso moralizador do ideário imperial para socializar a infância dita inferior. O mestre-escola, na verdade, usa a palmatória como instrumento de força para castigar e desenvolver os bons costumes e a civilidade quando descobre, por meio da delação de um de seus alunos, Curvelo, o ato imoral cometido por Raimundo e Pilar. A ação de Policarpo em sua explosão de raiva é emblemática: no período imperial, a escola significou local de correção, em que se articulavam o discurso da ordem e da moral, e o professor deveria aplicar o castigo necessário, previsto em lei, para assegurá-lo.

O sujeito desencadeador do castigo não foi Pilar, o menino pobre vadio, mas Raimundo, que, além de ser filho do professor, tinha origens maternas na elite imperial. Essa migração dos sujeitos históricos afeta nossa visão do conto e mais uma vez nos faz reconhecer um sentido já familiar aos leitores de Machado: a exposição irônica da conduta volúvel do estamento senhorial.

“Conto de escola” funciona, assim, como prática de afrontamento e resistência ao modelo elitista arraigado nas bases da educação brasileira. Além de conferir voz a uma infância hegemonicamente silenciada, a narrativa evidencia a (in)eficácia da escola como instituição socializadora da infância pobre. Pilar, o narrador, era como “outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano”. Seu espírito de liberdade vagava alto pelas praias, ruas e morros da capital imperial. Não foi nesses lugares, entretanto, que Pilar recebeu suas primeiras lições de transgressão social – a corrupção, a delação e o autoritarismo –, mas na Escola de Primeiras Letras no sobradinho da Rua do Costa.

*Jornalista, mestre em estudos literários pela Faculdade de Letras da UFMG e

professor do curso de comunicação e marketing da Faculdade Promove de Sete Lagoas

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Joaquim Palmeira ( Poeta) e Pablo de Castro (músico) no Stereoteca desta quarta







Pablo Castro já se destacou no projeto A Outra Cidade, ao lado de Makely Ka e Kristoff Silva, e chega agora ao seu primeiro disco solo, Anterior, que apresenta no Stereoteca em 10 de setembro



Antes do show o Stereoteca conta com a presença do poeta Joaquim Palmeira, parte da parceria com o projeto Pão e Poesia.

domingo, 24 de agosto de 2008

Quando setembro chegar


PUBLICAÇÃO DE LIVRO

PRIMEIRAPESSOAPLURAL

POEMAS

LECYPEREIRASOUSA

ÁRVORE DOS POEMAS/PÃOEPOESIA

16DESETEMBRODE2008/ 18h30

DENTRODOPROJETOTERÇASPOÉTICAS

JARDINSINTERNOSDOPALÁCIODASARTES-BH

entradafranca!



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Se você desejar saber mais sobre o Projeto Pão e Poesia pesquise em:

http://www.paopoesia.blogspot.com/

www.youtube.com/diovmendonca

http://www.arvoredospoemas.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

CÓNSUL DE "POETAS DEL MUNDO"


Clique na imagem para vê-la ampliada

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A Tela eo Texto se agigantam

Notícias – Leitura para todos


03/07/2008

Leitura para todos divulga os autores e textos selecionados para o projeto Leitura no metrô, em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU

Alexandre Acampora
· Diamantina

Amanda Karla De Sousa
· Dissipação
· Secas

Anderson Higino
· (sem título)
· Canção de quem ouve recado da Lua
· vie en Rosa

André Leão Moreira
· As formigas de meu doce

Carla Paulino de Castro
· Acreditei
· Coração numeroso

Carlos Cammerom
· Feedback
· Tópico

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
· Consumidores do medo

Clevane Pessoa de Araújo Lopes (haicais sob o pseudônimo Haruko) - Convidada no Projeto Pão e Poesia
· A chuva pingando
· Do ovo da manhã
· Idosos são belos
· Ontem, todas águas
· Passarada ao sol
· Pássaros nos fios
· Saboreio o sol
· Soldados na lama:
· Trova
· Asas a dançar

Danilo Paiva Ramos
· Descrição
· Quarto
· Brisa
· Jornal Capital
· Migrante

Deborah Munhoz
· A grande onda
· Visceral

DI Rosa Sousa Figueiredo
· Não sei que nomes têm

Diovvani Mendonça (Criador do Projeto Pão e Poesia)
· Auto-elogio à minha alma-palhaça
· Blindado
· Caminhante
· Capim navalha
· Creia-me
· Et'sceteras
· P x p = 2P´s == P´D+
· Papagaiado
· Passos mágicos
· Pequena descoberta noturna
· Sobre os tempos modernos
· Transfusão
· Ziar

Elmo cordeiro
· A Gata Borralheira

Fátima Soares Rodrigues
· Eterna companhia

Ferreira Leste
· Incógnita

Frederico Eymard Evald Rezende
· Coração numeroso
· Metrô
· Metrô

Gilbert Daniel da Silva
· Poema cinematográfico
· Poética
· O metrô o trem o bonde
· Sicrano
· (sem título)
· A Missão
· O cachorro, o carro, o menino
· O copo caiu no chão e se quebrou

Guilherme Afonso Brasil Coelho
· Facetas do amor
· Troca

Gustavo Tanus Cesário de Souza
· Lance
· Lavoura
· Trapezistas

Inez Alves
· O (a)mar de Minas
· Outra poesia que quer ser rap
· Palavras paralelas
· Palavras...
· Perguntinhas ???
· Poesia Chinfrim...
· Poesia desestranhada
· Prece

Isabel Furini
· O poeta

Jairo Rodrigues
· (sem título)
· Blue
· E ser
· Feminal
· Rosas, espinhos

Jean Carlos Alves dos Santos Martins
· Agonia

Jonas Pinheiro de Araújo
· Feijão e Maria
· Trago de poesia

José Aloise Bahia
· Curtos 1
· Curtos 2
· Curtos 3
· Curtos 4
· Curtos 5

Juliane Matarelli
· Colar
· Encontro d'além mar
· Lua-Maria
· Text Drive

Júnia Sales Pereira
· A moribunda
· A parte final
· Em partes
· Vivenda

Jussara Santos
· Corpus I
· Passional
· Nua em pêlo ou no quarto nosso de cada dia

Kátia Nunes da Cruz
· Chovendo

Leila Barros
· Canto para quem ouve recado de Lua
· Desforra
· Identidade
· Mulher-luz

Leonardo Ruggio
· HORIZONTE
· PALMEIRA

Luciano Machado Tomaz
· Ladeiras
· Por uma vida...
· Sobre um certo Pierre
· Sórdido Ser
· No fim

Luiz Carlos Cavalcanti de Albuquerque
· Crianças

Luiz Fernando Proa
· Declaração
· Momento
· Momento Mágico
· Realidade
· Sagração

Márcia Araújo
· Uma cidade...
· Verbos

Márcio Ronei Cravo Soares
· Dedicatória

Marcos Antônio de Oliveira
· Café com rapadura

Maria José de Queiroz
· Joaquina, filha do Tiradentes
· Minas Gerais, "estado d'alma"

Osmar Pereira Oliva
· Balada das cinco mulheres do azeite de oliva
· Tempo das águas
· Uma carta para Isaac

Patrícia Namitala Leite
· Cidade do interior
· Matemática pronominal

Paulo Filipe Alves de Lacerda
· Poema da Ausência

Pollyanna Rodrigues Leite
· Mandala
· Casa grande

Rafael Guimarães Tavares da Silva
· Auto-Soneto
· E agora, Drummond?
· Minhas Gerais
· Sonho de profissão

Rafael Lovisi
· Anti-Pós-Modernidade
· Confissão a Nara Leão
· Dia-amante-tinha (1º ato)
· Fluxos (ou terra de mim)
· Memórias de José (3º ato)
· Meta-gozo-lúcido (2º ato)
· Quarto e último ato
· Teatro (prólogo)
· Um sopro de morte (amando Clarice)

Renata Cabral
· Resposta
· (sem título)
· No bolso, a lente de contato

Ricardo Evangelista
· História de uma viola
· (sem título)
· dirigo...
· Iniciação
· Menestrel de toda mata
· Montanheiro
· Quantas mula tem o lote?
· Quem avisa com samba amigo é
· Tapa no capeta

Rita Lages
· No limiar do sono ou mise-en-abîme noturno

Ronaldo Xavier da Cruz
· Me dê pelo menos este direito

Seu Ribeiro
· Ária nupcial
· Fruto de cultivar
· Moleque arteiro
· Película sertaneja
· Um roteiro que apraz

Soninha Porto
· susPENSO
· Luz em meus dedos,
· Por segundos

Tânia Diniz (haicais)
· 1*
· 2*
· 3*
· 4*
· 5*
· 6*
· 7*
· 8*
· 9*
· 10*
· 11*
· 12*
· 13*

Vinicius Fernandes Cardoso (Selecionado no Projeto Pão e Poesia)
· Roteiro
· Elegia

Vinícius Macedo
· Alma Mineira
· Sensorial
· Unidade Fragmentada

Link : http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html

sábado, 5 de julho de 2008

XXIV Prêmio de Poesia Internacional Nósside - 2008

XXIV Prêmio de Poesia
Internacional Nósside – 2008

http://www.nosside.com/


Prezadas senhoras e Prezados senhores,
o Prazo para as inscrições
foi prorrogado ao 7 julho 2008
para a Poesia Escrita e a Poesia em Musica (Canção)
e ao 12 julho para a Poesia em Vídeo

Cordiais Saudaçoes Literarios
Prof. Pasquale Amato
Presidente do Pr
êmio

CONVITE-WEB TERÇAS POÉTICAS JULHO 2008

Pelo poeta Joaquim Palmeira:


www.cachaprego.blogspot.com

Oficina Poesia de Quintal - Expressão Sensorial


Oficina no "Ninho das Pedras"


Venho convidar-lhe para a inédita oficina" Poesia de Quintal - Expressão Sensorial" que acontecerá no dia 13 de julho de 2008 ( domingo)no Sítio Ninho das Pedras do irmão e poeta Diovvani Mendonça, criador o Pão e Poesia.
As inscrições podem ser feitas no site http://www.belopoetico.com.br/
Sem dúvida há de ser um momento agradável e imperdível.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ensaio sobre FERNANDO PESSOA - revisado





Sobre a obra de Fernando Pessoa

Breve ensaio

Fernando Pessoa: Faces e Sombras

Um dos temas mais inusitados da literatura moderna é o dos

heterônimos de Fernando Pessoa, o célebre poeta lusitano que

foi reconhecido depois de morto. A condição fragmentária, de

muitas perspectivas, de seus 'outros autores' tem importunado

os bons literatos desde o momento em que o baú do poeta foi

aberto em pública exumação.

Pois enquanto vivo Fernando Pessoa somente foi reconhecido

pela obra "Mensagem", publicada em 1934, quando de um

concurso a nível nacional, sendo os demais poemas publicados

com freqüência em revistas literárias, a saber, Orpheu, Centauro,

Portugal Futurista, Atena, Presença, Momento, Sudoeste, Seara

Nova, dentre outras, desde 1915, quando levou a público poemas

que escrevia desde 1911/12, com inspirações ora clássicas,

ora ocultistas.

Para lidar com suas múltiplas influências, Pessoa passou a

ser 'pessoas', cada uma com características próprias e estilos

peculiares. Faces múltiplas para melhor apreender o mundo,

uma vez que não existe uma perspectiva ideal para se enxergar

tudo. Então - semelhante ao deus dos gnósticos - Pessoa resolveu

se 'despedaçar', se fragmentar para melhor sentir de todos os

modos em todos os momentos. Mas para isso - para tornar-se

mais 'futurista' - ele precisou 'matar' o seu eu mais naturalista,

mais agrário, mais 'sossegado', o seu mestre Alberto Caeiro.

Quem é Alberto Caeiro? Ele diz, "Sou um guardador de rebanhos.

O rebanho é os meus pensamentos E os meus pensamentos são

todos sensações." Ou seja, ele logo diz que é mais sensações,

mais emoção do que razão, enquanto sabemos - bons leitores

que somos - que Pessoa é do tipo racionalista, mesmo com suas

lições de astrologia... Em contrapartida, Álvaro de Campos é

emoções em torvelinhos, mas ainda muito erudito, muito culto,

muito cheio de conhecimentos, os mesmos que Caeiro não detém.

Então como poderia ser Caeiro e Campos ao mesmo tempo?

Caeiro é reconhecido como 'mestre', mas deixado a beira do

caminho. Não há lugar para o seu olhar de girassol, ainda mais

num mundo tecnocrata a sempre cobrar informações,

conhecimentos enciclo-pédicos, miríades de filosofias e dogmas,

pois Caeiro tem mais é sentimento, "Eu não tenho filosofia:

tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que

ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso,", ou seja, ele ama

SEM SABER, sem ficar se explicando, sem ficar se justificando.

Logo Caeiro morre e sobra o desassossego. Morre o lado positivo

de Whitman em Pessoa, e sobra o Bernardo Soares a querer se

explicar. Aquele livro indigesto, "O Livro do Desassossego".

Amontoado de desculpas e falências. Mas é que Pessoa ele-

mesmo vivia em atribulações emocionais e deixa-se seduzir

pelos ocultismos disponíveis e obscuros, em visitações com

Crowley, em consultas com teosofias outras, sem encontrar

um lugar no mundo, sem saber quem ele realmente era. Ele

era muitos, como se dizia Whitman. Mas Whitman tinha se

livrado de seu lado sombrio (seu lado Poe, digamos) enquanto

Pessoa ele-mesmo era o pessimista leitor de Baudelaire, de Poe,

de simbolistas decadentes, enquanto buscava um classicismo

régio já inexistente, em odes (as de Ricardo Reis) que mais

evocavam um passado de planícies romanas e rios povoados

por ninfas e faunos. Uma idealização da "calma e do

sossego", uma vez que o "calmo e sossegado", o finado Caeiro,

não poderia mais ser o homem natural.

Então daí o "o poeta é um fingidor", pois Pessoa era consciente

de sua obra de 'fingimentos' para expressar exatamente quem

ele era - um homem em fragmento, um 'pessoas'. Lendo

Whitman - e desejando ser Whitman - e lendo Horácio e Virgílio -

e querendo ser um poeta latino, e lendo e traduzindo Poe e

Crowley, o 'lado sombrio' que nem toda a tecnocracia do mundo

poderia sufocar (vide a alta tecnologia alemã envolta em

paganismo nazista!) Ou melhor, o 'lado sombrio' é impossível

de ser sufocado - por mais que as odes sejam 'singelas' ou

'puras' há todo um rancor - que é próprio de um Baudelaire!

E em Caeiro há um ideal de progresso -bem ao gosto dos

futuristas - mas um rancor com o progresso!

Um auto-deprezo (demonstrado em "Poema em linha reta"!),

o sentimento de não ser moderno o suficiente (o que é ser

moderno? Vide um Rimbaud, por exemplo!), um imolar-se

em emoções (que as odes sejam triunfais ou ébrias-marítimas

são sempre um esfaquear-se lírico!), onde não há lugar para

um (digamos)HOMEM ÍNTEGRO?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode

haver tantos!


(Tabacaria, Álvaro de Campos)

Não um homem natural, mas máscaras. Não há uma integridade

mental, mas construtos de personalidade que vazam em versos

num papel. Daí a morte do 'eu natural', o rural Alberto Caeiro,

o simples, a FACE PANTEÍSTA, de amor com tudo, o lado

positivo que encontramos num Whitman, e se conservam a

FACE OBSCURA, dele mesmo, fã de Poe, Baudelaire e Crowley,

lado a lado com a FACE FUTURISTA, Álvaro de Campos,

cantando e regurgitando o progresso, e a FACE PESSIMISTA,

do tipo clássica, um Ricardo Reis, sóbrio e intimista, afogado em

odes; e do tipo urbana, um Bernardo Soares, apagado cidadão,

a rabiscar notas dignas de um Schopenhauer.

Quem é Fernando Pessoa? Certamente o homem que matou

Alberto Caeiro. O mestre que ele carregou pela vida toda - e

nunca conseguiu ressuscitar. O olhar de girassol que todo

menino tem e que se perde num mundo de mascaramento

e espelhos disformes. Um saudosismo do "ser íntegro' quando

adultos somos chamados a adotar PAPÉIS SOCIAIS, de

estudante, noiva, marido, empregado, patrão, desempregado,

viúva, cidadão, moça de família, prostituta. E onde a 'integridade',

a 'autenticidade' ?

Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.

(Tabacaria)

Num mundo de máscara não há lugar para a autenticidade.

E hipócritas entre hipócritas vamos seguindo a vida. Fernando

Pessoa consciente desse 'teatro' ainda ironiza a própria cons-

ciência derramada em seus "versos inúteis",

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

(Tabacaria)

Jun/08

Por

Leonardo de Magalhaens


quinta-feira, 5 de junho de 2008

Kung Fu Lounge: 2002-07-14

Kung Fu Lounge: 2002-07-14

:: LOL - LITERATURA ONLINE ::

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O paraíso das constatações

Sociedade massacrada XIV

Ó Santa Virgem das Dores! Mãe de todos os desamparados...
João da Cruz e Souza

Arremeto essa frase invocando ela, a virgem, pois somente ela pode nos amparar desse pouca vergonha que nos encontramos.
A antiga moral está cada vez mais em baixa nessa nossa sociedade marcescível...
Nosso governo chegou ao ponto de querer, ou melhor, dizer: de induzir essa boiada, a acreditar que
cachorro não é o mesmo que cão! Ora! Pois é isso que nos querem convencer, ao colocar em tramitação outra lei para beneficiar
o sistema de saúde, que continua falido, governo à governo, era falido no governo da Direita e continua falido no governo da Esquerda.
Há uma dilaceração em nossa sociedade, que procura obstruir toda forma de qualidade de vida em prol de uma corrente vertente de dinheiro que jorra, lavagens
de dinheiro são feitas às claras e nada é feito nesta sociedade corrupta e promíscua
que a cada dia apodrece em detrito de sua covardia e inoperância moral.
O suicídio que comete essa sua letomania de se viver, é provada por todos nós. Toda sociedade expõe uma fingida moral ao ver os acontecimentos pelos tele-jornais, pelos jornais, pelos meios de comunicação em geral, há um torpor em tudo. Mas insignificantes são as atitudes tomadas para uma melhoria completa de nossa sociedade massacrada; o vinho desce pela garganta dessa sociedade bêbada, consumida pelo álcool, pelas drogas televisivas, pelas crendices, pelas seitas, pelas invisíveis igrejas que proliferam em nossa sociedade rica,
abundante de riquezas naturais, matérias, e espirituais... Sabendo disso, pessoas do governo e da igreja, manipulam essa virgem sociedade que vive em convívio a pessoas experientes, sábias, mas não inteligentes e idôneas, essa virgem sempre é arrastada para o convívio do roubo, da promiscuidade, essa sociedade de Palatino-colado , essa sociedade obtusa, essa que não se evolui, continua sendo a cada dia levada para a escravidão, para o delírio amoroso de almas mortas, continua morta perante a crueldade que lhe é imposta dias a dia.
Vociferam-se vozes caluniosas para nosso povo, esse povo mal-instruído é levado a acreditar em tudo, quando já, por força individual de alguns, não é levado, é forçado a aceitar tudo o que seus patrões ordenam os da alma, ou os do governo. Quando mesmo assim não aceita, ou por força divina, ou por mérito interior, corrompe-se, vende-se por sempre menos do que vale, pela miséria é vendido e, nesta continuará sofrendo sua própria miseração interior...
Em cominações, por capricho da natureza humana, somos sempre guiados a acreditar, sem ao menos determinar as conseqüências, e os valores. Ou por preguiça de protestar contra o sistema defasado, de governo, ou pela simples e mais comum inércia conhecida por todos nós, viventes dessa sociedade hipócrita e miserável no principio básico dessas duas palavras por mim mencionadas;
Nosso cavalheirismo é tão galante, deixamos os nossos governantes passarem a frente em todos os sentidos, neste baile de dinheiro público, deixamos nossos governantes ao contrário, nos guiarem, e a cada dança, nos rouba, como ladrões de gravatas, como o ladrão de, O Grande Assalto. Filme conhecido mundialmente. E em nossa época, grandes assaltos acontecem dia a dia, enquanto tira de nós o foco, mostrando-nos, mortes de crianças, novelas, desenhos animados, mosquitos novos da dengue, etc.; assim caminha dia a dia nossa bem enganada sociedade.
Ironizam até suas viagens particulares, Poderia ter ido para qualquer lugar, assim o dizem assim nos provocam a ira, que na mesma hora é resfriada por notícias de jogadores bebendo, se esbaldando em seus milhões, todos em seus direitos, mas para camuflar as podridões das lideranças governamentais e religiosas, os expões deliberadamente, em uma pura invasão de privacidade.
Vejo nesta sociedade o descaso em que somos arremetidos, somos lançados ao esmo, e mesmo assim, caímos, levantamos e ainda louvamos nossos arremetedores, essa corja displicente, esses vampiros da alma, esses ladrões de uma moral, de um respeito, de uma dignidade que ainda esse povo carrega. Isso tudo ainda o querem. Além de levar o dinheiro querem que esse povo imbele, esse povo covarde, continue em sua eterna letargia neste torpor miserável em que se encontra. Nesta eterna perdição. Nossos governantes precisam de um tratamento superior, algum tipo de terapia que o façam parar de roubar, essa cleptomania em que eles estão...
Os maus políticos e os maus governantes, e todos aqueles que aceitam tudo isso, que roubam sem embolsar nenhum dinheiro, só herdam o karma, só vendem a sua alma, e quem recebe o dinheiro são os outros, parlamentares, políticos, pastores, bispos, diáconos, padres, ladrões, corruptos de todas as formas, e de todos os que eu disse, só estou falando da parte corrupta, há entre eles, e quero crer que ainda haja! Pessoas de boa índole, não de boa fé. Pois de boa fé muitos entre nós caíram.
Se o governo conseguir passar à nova CPMF, não será o cúmulo, não será algo de anormal, muitos poderão dizer, nunca vi tamanho cara-de-pau! Povo sem memória! Isso eles cultivam em ti. Observamos, como nas novas regras, e leis aos motociclistas esse mesmo desrespeito, houve um clamor, uma reação de indignação por isso, mas poucos meses depois, tudo passou a vigorar, voltou tudo a ser como era, como era de se esperar. Todos pagando o tributo aos seus Reis, aos seus governantes. Se o dinheiro pago fosse a favor dessa classe de trabalhadores, nenhum reclamaria, mas como sempre e desviado ou apenas nos parece ser.. nada muda, ou somos céticos, ou cegos, ou simplesmente vemos muito bem o que está acontecendo. Deveras caminhos tristes seguem á nossa frente, e não podemos esquivar destes, podemos lutar contra, mas haveria de haver uma força que nos empurrássemos a isso, não como fantoches e sim como seres humanos dignos que simplesmente desejam a essência da felicidade.
Sentimos que é hora da reação. Então sociedade massacrada, não se deixe continuar nesta escravidão, como os seus antepassados, não se deixe queimar na fogueira como as bruxas foram queimadas, erga-se dessa lama em que se encontra e talvez assim, mesmo de longe, contemple sua terra prometida, essa que deixará para seus filhos.

yendisasorsaid@hotmail.com

Yendis Asor Said
Membro da ACL. Academia Contagense de Letras

Aquele de quem tanto falam...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O PROJETO LETRAS CRIATIVAS CONVIDA:

O Projeto Letras Criativas tem o prazer de convidar você, internauta, a acompanhar e interagir com a nova novela digital sobre os tipos de personalidade a partir do Eneagrama.

Nesta página, então, você poderá acompanhar uma história de uma das formas que os contadores de histórias da era digital vêm encontrando para estabelecer um jeito novo de envolver, entreter e disseminar conhecimentos de nossa humanidade.
A forma que o Projeto Letras Criativas encontrou e escolheu foi através da “Oitava Musical”— que você pode ver ao redor desta caixa. Será por meio dela que buscaremos estabelecer os acontecimentos, os pontos de vista dos personagens, os cenários, as cenas de ação, e, claro, um pouco também da psicologia do eneatipo conhecido como “Pacifista”, o tipo 9 do diagrama de 9 pontas difundido com o nome de Eneagrama.

Mas como então você poderá acompanhar essa novela?
Fácil. Você escolhe um ou os dois caminhos propostos para saber o que está acontecendo. Isso, porque, como a tecnologia da informação dispõe de recursos variados, estamos propondo uma forma “labiríntica” para contar essa história. Ou seja, através de cada nota musical, você poderá navegar pelas páginas respectivas a cada nota podendo optar, de uma e/ou de outra forma, para, então, tentar você mesmo montar o sentido e a ordem dos acontecimentos que a história propõe.

Nesta primeira temporada da novela, digamos assim, você vivenciará as freqüências das notas musicais DÓ e RÉ. Na segunda temporada, teremos as notas MI e FÁ; na terceira, as notas SOL e LÁ; e, na última, as notas SI e DÓ. Dessa forma, você poderá acompanhar uma oitava musical completa, que você vê está vendo agora ao redor desta caixa, fazendo com que você tenha, assim, esperamos, uma vivência completa do “labirinto” cuja inspiração tem lugar na literatura Borgiana, entre outros autores que se arriscaram no gênero.
http://www.letrascriativas.com/
Esta novela pretende, como foi citado acima, mostrar um pouco do funcionamento do caráter do tipo de personalidade “Pacifista”, encarnado aqui por Volkaniah Bastos, o filho de um sultão de Brunei Darassalam, que imigrou para o nosso país e, na atualidade do ano de 2034, comanda uma cidade de nome Indolândia.

Esperamos que você possa aproveitar e curtir bastante essa proposta literária digital. Inicie então a sua navegação clicando na nota DÓ no alto da caixa. E BOA LEITURA!

Atrair leitores pela imagem

Volta e meia alguém buzina em meu ouvido que poesia é imagem. Concordo e acrescento que literatura é imagem ou sugere imagem.

Uma iniciativa midiática interessante é o Livro Clip que chegou também ao Youtube. Não importa se foi escrito na Idade Média ou no Século XXI. Bom é ser lido. Mais livros clip aqui.


domingo, 18 de maio de 2008

ALLENDE


Carlos Benítez Villodres*, miembro jurado internacional Concurso Poema: “ALLENDE VIVE”, Québec 2008


CANADÁ [Quebec] ¡ATENCION POETAS DEL MUNDO!!!: CONCURSO POEMA “ALLENDE VIVE”: El próximo 26 de junio se inicia el Centenario del nacimiento de Salvador Allende. CHILEINFORMA desea rendirle un homenaje al hombre que supo respetar la Ley y la Constitución al precio de su vida, digno ejemplo para los hombres que luchan por la Democracia en el mundo entero. Su imagen universal se ha traducido también en plazas, calles, monumentos, hospitales, parques, edificios públicos, centros académicos y universidades que hoy llevan su nombre en diferentes ciudades del mundo.

Actualmente en todos los continentes se preparan actividades en homenaje al hombre y su pensamiento que hoy en día es más y más vigente.

Chileinforma lanza el Concurso de Poesía para todos los poetas del mundo: bajo la temática de ALLENDE VIVE. Chile, España, y Canadá estarán representados en el jurado que elegirá el poema ganador.

BASES:
1.- Enviar uno o más poemas en homenaje a Salvador Allende. Extensión libre, letra Times New Roman tamaño 12 y a doble espacio.

2.- En este concurso podrán participar los poetas de cualquier origen étnico del mundo y pueden ser escritos de preferencia en castellano y deben ser enviados antes del 11 de Agosto del 2008

3.- Enviar los poemas [dos opciones] por correo regular. Deben enviarse con un Seudónimo, texto en CD y dentro del sobre, otro sobre cerrado, que contenga los datos personales completos del autor o de sus autores. O por correo electrónico con un Seudónimo. Se les comunicará a sus correos el resultado en caso de obtener los primeros lugares.

4.- El poema ganador será publicado en las páginas de Chileinforma por un periodo mínimo de un mes a partir del 11 de septiembre, fecha de la muerte de Salvador Allende. El segundo y tercer puesto como asimismo otros seleccionados tendrán derecho a la publicación durante una semana o más. Además existe la posibilidad de que estos poemas sean usados en las actividades principales que organiza la comunidad chilena residente en la ciudad de Montreal, y/o en otros lugares del mundo que lo soliciten.

5.- Chileinforma se reserva el derecho de usar los poemas seleccionados en la producción de eventuales medios impresos o audiovisuales, afiches, videos, tarjetas postales etc., que vayan en beneficio de los fondos para la construcción de un monumento a Salvador Allende en la ciudad de Montreal. Eventualmente podrán ser seleccionados varios de ellos para una recopilación. Un certificado impreso del poema con el nombre de su autor será enviado a los tres primeros ganadores a su dirección postal.

6. EL JURADO internacional estará constituido por:

- Carlos Benítez Villodres*: Cónsul en Málaga, España, de 'Poetas del Mundo', Delegado Provincial, en Málaga, de la Asociación Colegial de Escritores de España, Responsable Local para Andalucía de REMES [Red Mundial de Escritores en Español], miembro del Consejo de Redacción del periódico “Granada Costa”, escritor, poeta, periodista, crítico literario, columnista del diario “La Torre”, articulista del periódico “Granada Costa”, cronista de “Chileinforma”…
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=985

- Wilson Tapia Villalobos: Periodista, escritor, ex director de la Escuela de periodismo de la U. La Republica-Chile, comentarista en Radio Universidad de Chile, columnista de varios medios electrónicos entre ellos Chileinforma.

- Rafael Luis Gumucio Rivas: Historiador y columnista ex director del Inst. de Historia U. Católica de Valparaíso, ex agregado cultural de Chile en Canadá, D.E.A Universidad de La Soborne -Francia….

- Yolanda Duque Vidal: Escritora y poeta, directora Editions 'Alondras', www.editionsalondras.co.Directora - Canadá.

- César Carrasco Caviedes: Publicista U.T.E, profesor en comunicación, director-editor de Chileinforma-Canadá.

Los poemas deben ser enviados al correo electrónico:
info@chileinforma.com

O a la dirección postal:
1536 Boul Curé Labelle, Chomedey-Laval H7V 2W3 Québec- Canada


O ABRAÇO AFLITO DE BACON

O realismo está na ordem do dia, não só na literatura, mas no cinema, no teatro, nos jogos on-line, nos parques temáticos, na televisão. A realidade se tornou objeto privilegiado de consumo: prolifera o desejo de mapear e devorar o mundo real. Quanto mais realidade, melhor, esta é a idéia. Mas qual realidade?
"QUESTÃO DE CIDADANIA - Felipe José Lindoso

Políticas públicas interferem, e muito, com o trabalho dos escritores. A sua existência ou não condiciona muitos aspectos da criação e também a fruição dos leitores. Como o tema se presta a muitos mal-entendidos é importante ter clareza sobre o que constitui uma 'política pública'.
Uma política pública de Estado - não apenas sujeita às conjunturas e projetos de cada governo em particular - tem necessariamente uma série de características:"

MLU - MOVIMENTO LITERATURA URGENTE

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Ministério da Cultura - MinC » Concurso de Literatura de Cordel

Ministério da Cultura - MinC » Concurso de Literatura de Cordel

Ministério da Cultura - MinC » Prêmio Vivaleitura 2008

Ministério da Cultura - MinC » Prêmio Vivaleitura 2008

Ministério da Cultura - MinC » Prêmios Literários

Ministério da Cultura - MinC » Prêmios Literários

Ministério da Cultura - MinC » Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

Ministério da Cultura - MinC » Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

Roteiros Audiovisuais, Dramaturgia, Literatura, Revisão, Cursos de Roteiro, Institucional

Roteiros Audiovisuais, Dramaturgia, Literatura, Revisão, Cursos de Roteiro, Institucional

Literatura WEB

Literatura WEB

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Dilemas de um poema


Palavras em rede


Publicado por Lecy Pereira originalmente na Internet "Dilema do eletropoema de um fôlego só" foi acolhido pelo Projeto Pão e Poesia que divulga poesia em pacotes de pão nas padarias e também por A Tela e o Texto da UFMG que divulga textos de autores consagrados e novos nomes do cenário literário em linha de ônibus de BH. Clique sobre os links e saiba mais a respeito.


Você pode conferir, ao lado, como ficou a arte para os pacotes de pão.


terça-feira, 6 de maio de 2008

A raiz é a Poiesis



OFICINA DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA (O P A !)


BANQUETE DE IDÉIAS


AS P A I X Õ E S


08 maio - quinta - 19h30

DCE CULTURAL - Av. Getulio Vargas, 85
Savassi – BH
Entrada - R$ 3,00 + 1 livro





trecho de PAIXÃO, AÇÃO E LIBERDADE EM ESPINOSA
da autora Marilena Chauí
caderno MAIS! 20ago2000

(...)

Afecções e afetos, exprimindo nosso CONATUS, obedecem
à lei natural que rege o esforço de preservação na existência.
Isso significa, antes de mais nada: somos PASSIVOS (ou estamos
na paixão), enquanto somos apenas causa parcial do que se passa
em nós, e somos ATIVOS (ou estamos em ação), quando somos a
causa total do que se passa em nós.

Somos CAUSA INADEQUADA de nossos afetos quando são
causados em nós pelo poder de ‘causas externas’, somos CAUSA
ADEQUADA de nossos afetos quando são causados em nós por
nossa "potência interna". Ser causa inadequada é ser passivo e
passional. Ser causa adequada é ser ativo e livre.

Idéia ou razão jamais vencem uma paixão, somente uma paixão
vence outra paixão, se for mais forte e contrária a ela.

ALIENAÇÃO: o indivíduo passivo-passional é servo de causas
exteriores, está sob o poder de um outro (alienus).

Trecho completo
a ser lido no Banquete:

Paixão no erotismo, na filosofia e na política

Tudo uma coisa só - em todas estamos ALIENADOS.
--------------------------------------------------------
Contato: leonardo_de_magalhaens@yahoo.com.br
Em Tempo: Se o internauta desejar saber mais sobre OPA!, faça uma pesquisa no buscador de sua preferência.

domingo, 4 de maio de 2008

Nas trilhas do Sarau Tropeiro

Com a palavra, Ricardo Evangelista, leia-se Sarau do Lagoa do Nado - BH, e Sueli:

quarta-feira, 30 de abril de 2008

PORTFÓLIOS DE ILUSTRADORES

ILUSTRADORES


Portfólio - Sérgio RamosPinturas, desenhos, sonhos, memórias... tudo junto e com um resultado surpreendente. Confira!

Portfólio - Tadeu CostaVeja aqui um pouco do trabalho e talento desse artista mineiro.

Portfólio - Marcio LevymanMarcio Levyman, ilustrador com vários trabalhos para jornais, revistas e livros importantes, apresenta-nos uma amostra de sua arte.

Portfólio - Tânia RicciVeja aqui um pouco do trabalho e talento de Tânia Ricci.

Diálogos com a CidadeContando a história e repensando a cidade de São Paulo através da fotografia. É o que fizeram os fotógrafos Luciana Fátima e Arlindo Gonçalves.

Portfólio - Vânia MedeirosVermelho com verde, verde com roxo, roxo com verde e azul. Tudo combina que dá gosto. Vânia Medeiros mostra um pouco de seu trabalho com desenho e colagens.

Portfólio - Patrícia Maria WollAnjo, buriti, caramujo, cachorrinho e debutante. Veja um pouco do belo trabalho da artista plástica e ilustradora Patrícia Maria Woll.

Portfólio - Tereza YamashitaMas o conteúdo não pode ficar com ciúme. Veja um pouco das muitas capas de livros criadas pela escritora e designer Tereza Yamashita.

Portfólio - Löis LancasterO artista plástico e ilustrador, Löis Lancaster mostra um pouco de sua arte. É de torcer o nariz mesmo!!

terça-feira, 29 de abril de 2008

PALAVRA E SOMBRA

Palavras
11/4/2008 17:56:00

Palavra e sombra
Por Leda Tenório da Motta

Aparentemente, temos aqui o contrário do poeta que não encontra as suas palavras. Já que quem mais fala aqui é a linguagem. Estaríamos diante de uma poesia que arrisca tudo nas palavras. De uma criação do mundo pela palavra. De uma poesia feita de palavras.

De fato, palavras não faltam a Luis Serguilha. Parecem ser bem maiores que a própria vida _ se é que há vida antes das palavras _ , de tal modo que a encobrem. Buscam saltar para fora da página, assumindo, muitas vezes, a letra garrafal. Fazem estranhos elos que explodem ainda mais a sintaxe já explodida e implodida dos poetas originais. Rimbaud explode, Mallarmé implode, mostrou Augusto de Campos em Rimbaud Livre. São exasperadoras porque nada nunca termina de ser dito. Deixam o sentido eternamente adiado. Oferecem o espetáculo do nonsense, do segredo, da sombra espessa da linguagem. Se lembrarmos que a firma clássica articula representação da natureza e pensamento, e que a firma romântica faz pender a balança da representação para o lado da natureza, tecnicamente, o desequilíbrio, aqui, é o do Barroco, neste caso, desesperado. Para o riso amarelo de Francis Ponge, diríamos que não se vai aqui muito além do ímpeto, da tentativa, do drama de dizer. O que é uma homenagem prestada ao partido da expressão.

O sentido não está oculto, não está para ser buscado, está mais para ausente. O que faz o seguinte sentido: estamos numa turbulência verbal sem controle. De fato, se o hangar é o abrigo no interior do qual se enclausuram coisas, segundo os verbetes dos dicionários, neste caso, nada fecha o buraco metafísico. Até porque as palavras são vento, como diria a sabedoria antiga.

Tantas delas assim ao léu parecem criticar a vanidade de nos esforçarmos até as idéias e os sentimentos, o homem e seus problemas, inclusive políticos (lembranças de Saramago!). O poeta de Hangares do Vendaval tem razão de esquivá-los. Em sã consciência, nesta altura dos acontecimentos, quem poria o quê _ que questões, de que ordem, que questões de ordem, como se diz nas assembléias _ no centro de uma poesia? E quem haveria de lhe cobrar do quê exatamente está falando, e o que foi mesmo que aconteceu?!

Não podemos saber o que aconteceu. Para tais perguntas enquadradoras não há sequer um começo de resposta nas sombras espessas em torno das palavras no texto de Luis Serguilha. O fato, por si só, sugere que se trata de uma poesia interessante, por mais difícil que seja reconhecer uma poesia interessante, principalmente no calor da hora de sua publicação. Já que, apesar do tormento dessa dispensação verbal sem centro, sem limites, o diferencial aqui parece ser o jorro, justamente, a contundência, a energia. Apreciada _ aliás _ desde a experiência brasileira da poesia que sai do traço epigramático, do minimalismo, da astúcia, do jeu de mot concretista, diluindo-o até o cadáver, tanta loquacidade só pode ser vista como salutar.

Mas numa segunda análise, são talvez as coisas e não as palavras que importam. Tratar-se ia da realidade. Do universo simplesmente físico. De uma experiência simplesmente sensível. De uma De Natura Rerum, mas desenfreada.

Agora, estaríamos nos elementos desencadeados, na criação divina (por assim dizer) e não na criação de algum poeta que se tomasse por Deus. A ponto de então nos perguntarmos: seria Hangares do Vendaval um poema cosmogônico, desses que já não se fazem mais? Uma eureka? Uma ciência? Uma máquina do mundo camoniano-drummoniano-haroldiana mais uma vez repensada?

E já que Serguilha me confessa (por telefone) apreciar alguns artistas da palavra que encamparam o parâmetro das artes plásticas _ e não o da música _ seria ele, antes que um falador, ou um lírico verborrágico, algum pintor do universo, que quer descrevê-lo, apresentá-lo, captá-lo sensualmente, para tanto entrando na interioridade dos objetos de todos os reinos, vegetal, animal, mineral e industrial? Seria ele um artista plástico que não nega que é conterrâneo e vizinho de porta do fantasma de Camilo Castelo Branco, que se suicidou exemplarmente, ao saber-se fadado a ficar cego, quer dizer, a não mais ver o mundo extra-linguagem, ainda que fosse para melhor interiorizá-lo? Jogaria ele no time dos que pensam que a poesia são algumas linhas e por trás uma imensa paisagem?

A terceira hipótese é: nem um nem outro. Nem palavras, nem coisas! De fato, como tudo aqui é observado de muito _ mas muito _ perto, chegamos a descritivismos tais da natureza que, no fim das contas, e por excesso de zelo, tudo vira metáfora. O poeta quer ir às partes mais entranhadas, mais escondidas, mais inéditas do que encontra fora de si. Mas para narrá-las tem que buscar apoio em si mesmo. É próprio de qualquer arte que nada possa dar a ver senão dentro dos seus próprios termos! Assim, a variedade dos fatos externos acaba solicitando virtuosismos verbais que redundam numa natureza desnaturada, imaginária, alucinatória, surreal:os “pássaros esplendorosos dos arquivos”, as “ortografias das corujas”, a “cerveja autografada”, o “burburinho da pedra- pomes”, o “mar das sutilezas vinhateiras”, a “ervagem bicéfala”...

Há aqui o efeito vertiginoso de um choque, de uma telescopagem da palavra e da coisa. Uma disposição em abismo de que não podemos dizer se rende reflexões sobre a linguagem vista através dos objetos ou o contrário. O fato é que, olhando bem, as coisas reduzem-se às palavras... e vice-versa. Tendo começado na expressão e passado da expressão à experiência e à existência, terminamos num transe enlouquecido.

Apesar da dificuldade extrema de se tirar algo desse perfeito impasse em que achamos que Serguilha se movimenta, aparentemente em busca de algum hangar em que se enclausure, para salvar-se _ para salvar-nos _ da loucura, talvez se possa arriscar dizer alguma coisa, totalmente no escuro, e interrogativamente, sobre o significado deste seu novo livro.

Por que será que, ao lê-lo, não consigo parar de pensar em A Tentação de Santo Antão de Flaubert? Será que é porque Flaubert, que escrevia romances como quem faz poesia, nunca achando suas palavras, como notou Borges em Discussão, representa o seu santo no momento mesmo em que as palavras da Bíblia a levam ao delírio? Será que é porque há uma natureza violenta em volta da montanha em que o santo é tentado e é dali que procede o diabo?

Ou será que toda esta catástrofe que não sabemos bem qual é, o que não a impede de ir tomando proporções, ao longo dos 16 passos numerados da via crucis de Serguilha, não se deixaria ler à luz do poema Aubade de Philip Larkin sobre a destruição do mundo, como uma espécie de epígrafe por sobre os tempos atuais: “the sure extinction that we travel to”?
Fica a pergunta.

Leda Tenório da Motta é crítica literária, tradutora e professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Publicou, entre outros, Francis Ponge- O Objeto em jogo (Imago, 1997) e Proust- A Violência sutil do Riso ( Perspectiva, 2007). E-mail: ltmotta@pucsp.br
http://www.cronopios.com.br/

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Hoje tem Pão e Poesia no palco do Stereoteca!


Toda quarta-feira um poeta abre um show


Hoje, 23/04 tem Lecy Pereira