sábado, 7 de novembro de 2015

12o CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA - 40 ANOS DE CARREIRA POÉTICA

12o CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA
                               40 ANOS DE CARREIRA POÉTICA
                        Promoção: Virgilene Araújo – Promotora Cultural
                                                  Última chamada

Inscrições encerram-se dia 27 de novembro de 2015
            Poderão participar poetas de todos os estados do país, inscrevendo até três poemas, que deverão estar digitados ou datilografados, de no máximo 30 linhas, incluindo espaços de uma linha para outra, e enviados em 03 vias cada umOs poemas não poderão ter identificação de sua autoria, sendo que no rodapé da página deverá constar apenas o pseudônimo do autor. Anexar à parte, envelope lacrado contendo em seu interior o nome, endereço e e-mail para contato (se tiver). Por fora do envelope, constar o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo do autor. No ato da inscrição será cobrada uma taxa de R$ 7,00 (sete reais) para despesas de manutenção do concurso, enviada em forma de cheque nominal a Virgilene Ferreira de Araújo. Caso ache mais prático enviar o valor em espécie e caso solicite, poderá ser enviado recibo para o poeta inscrito, desde que nos seja remetido junto, um selo de 1º porte para envio do recibo.

            As inscrições deverão ser enviadas para a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – Cep: 30.161-970, até o dia 27 de novembro de 2015, fazendo valer a data da postagem.

            Serão selecionados por um júri composto de dois poetas, convidados pela organização do concurso, além do poeta homenageado, três primeiros lugares.Este ano ficou decidido que para o primeiro lugar, o poeta vencedor participará em 2016, da coletânea “Cena Poética 2” sem nenhum pagamento, recebendo dos organizadores, 30 exemplares do livro e para o segundo e terceiro lugares, um pacote literário composto de livros e Cds, como incentivo a uma maior incidência de leitura. Caso os jurados achem necessário, serão conferidas menções honrosas. Os três primeiros lugares e menções honrosas receberão certificados.

NB: foi decidido que inscrições poderão ser feitas por e-mail: Deposite no Bradesco – ag; 81 – CC: 91915-2 a taxa de inscrição. Envie parabelopoetico@yahoo.com.br anexo 2 arquivos, sendo o primeiro com os 3 poemas e pseudônimo e o segundo arquivo com dados pessoais. Na mensagem informe dia e horário que fez o depósito.
            Mais informações pelo telefone: (31) 8421.6827.
Obs: as inscrições enviadas que não obedecerem o regulamento, serão automaticamente desclassificadas.

sábado, 13 de abril de 2013

Trilogia do Poema Bruto

"...Ser picture in picture
Viagem ao sabor da náusea
Submersos permanecemos
No mar vermelho dos nossos impulsos
No mar de lama dos nossos insultos
Nas ondas revoltas das ressacas
Ondas espumantes verde oliva
Esses versos que nunca se encaixam..."

http://www.bookess.com/read/15987-trilogia-do-poema-bruto/



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ARTISTAS SE UNEM PARA 'COMBATER' PICHAÇÕES


ARTISTAS SE UNEM  PARA 'COMBATER' PICHAÇÕES

Idealizado por Diovani Mendonça, o projeto Poesia e Grafite irá levar as respectivas artes a jovens de cinco bairros de Esmeraldas. A intenção é conscientizar crianças e adolescentes para a não pichação de espaços públicos e privados

Amanhã, quinta-feira (07 de junho), o projeto Poesia e Grafite será apresentado a jovens de cinco bairros da cidade de Esmeraldas, na Grande BH. A iniciativa tem como proposta envolver crianças e adolescentes com as respectivas artes, além de contribuir com a preservação dos pontos de ônibus da rodovia LMG-808 que liga Esmeraldas a Contagem. Idealizado por Diovani Mendonça, a ideia surgiu após pichações feitas em seu próprio estabelecimento. Contudo, ao invés de reprimir, o artista optou pela conscientização por meio da poesia e do grafite. 

Para tal, convidou o grafiteiro Guilherme Araújo. Mais conhecido como "Maizena", o grafiteiro destaca a importância de ações como esta. “O grafite exerce um papel social à medida que resgata jovens que vivem em áreas de riscos, e que antes eram pichadores. Para se ter ideia da força da arte, quando chegamos com o grafite em lugares onde há um maior índice de violência, a meninada se interessa logo. E, de certa forma, mostramos ao mundo, por meio da arte, a maneira que pensamos ao colaborar com a estética urbana, diferente das pichações", relata.

Autor de várias outras iniciativas ligadas à poesia, Diovani fala que, “aos poucos e com a parceria de artistas como “Maizena”, a intenção é também levar a poesia aos pontos de ônibus e a outros espaços públicos e privados da região que se encontram pichados. Além, é claro, de procurar envolver toda a comunidade para outras ações do gênero”, enfatiza. Na ocasião, também será feito um mutirão de limpeza, revitalização de espaços e fixação de placas educativas.

Sobre o grafite: Desde o império romano, o nome grafite (também conhecido como arte urbana) é dado às inscrições feitas em paredes. O grafite moderno surgiu no final da década de 60, paralelo à cultura Hip Hop, quando jovens norte-americanos restabeleceram esta forma de arte com spray, criando um novo estilo, colorido e muito mais rico no conteúdo das mensagens que eram passadas.

PROGRAMAÇÃO
Data: quinta-feira, 07 de junho (feriado de Corpus Christi)
Horário: 9h às 13h
Local: Rodovia LMG 808 – Km 15, na entrada dos condomínios, Córrego da Cachoeira, Recanto da Serra e Turmalina. 

IMPORTANTE: os interessados em participar das oficinas devem comparecer acompanhados dos pais ou responsáveis. No local serão oferecidas AUTORIZAÇÕES que deverão ser assinadas pelos mesmos. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

BIENAL DO LIVRO DE MINAS 2012


Bienal do Livro de Minas 2012
Roda de Conversa - Produção do Livro
“100 artistas EM COMEMORAção ao centenário de contagem...”
Bienal do Livro de Minas 2012

Dias 23/05 (quarta feira) e 25/05 (sexta feira)
de 18h30 às 20h30

Apresentação: Equipe curadora do Projeto Tudoaver
Fernando Perdigão – mediador
Henrique Dias – depoimento
Olister Barbosa – depoimento
Marco Aurélio Godoy – depoimento
Mônica Sousa Alves – apoio

Artistas convidados:
Mário Alex
Diovani Mendonça
Marcelo AB
Iara Abreu

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Novo Canal do Pão e Poesia no Youtube

pao_po1.gifO Canal do Projeto Pão e Poesia inicia uma nova fase antes do começo de 2012.
 
Somando-se ao êxito do Projeto, que foi premiado pelo Governo Federal, a TV Escola gravou o trabalho realizado nas escolas com as oficinas de poesia. O resultado da gravação foi exibido no site da TV Escola em outubro. Outras cidades como Franca e Araras ambas em São Paulo, após solicitação, estão adaptando tanto o Projeto Pão e Poesia, quanto a Árvore dos Poemas.
 
Diovani Mendonça, poeta idealizador do Pão e Poesia, promete muitas novidades para o próximo ano.
 
pao e poesia_saco.jpg.jpgEnquanto isso, no canal do Pão e Poesia começamos a divulgar vídeos que estejam relacionados ao projeto (oficinas, opinião de estudantes, opinião de educadores, etc.) além de imagens e entrevistas feitas com poetas participantes do Projeto ou não. Também teremos pequenos documentários e outras gravações sempre focando o ser e estar poético no mundo.
 
A idéia  é transformar esse canal num pacote de boas surpresas a quem visita-lo.
 
Um vídeo que já está no canal é uma minientrevista com o poeta Nov@to, um representante contemporâneo da poesia do morro ou do mato dependendo da conotação que ganhe as palavras.

Quer vir conosco nesse passeio?
 
Eis o canal:
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Programação Completa do Belô Poético 2011

   A cada ano o Belô Poético traz à Belo Horizonte um evento singular feito, como diz Rogério Salgado "de poeta para poeta". O diferencial é que não poetas, aspirantes ou simpatizantes podem participar sem protocolos.
   Confira a programação e venha pra BH:


VII Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte.

“Ação/Reflexão poética

Reflexão/Ação poética

no Universo da

Cultura Popular”

 

14 a 16 de julho de 2011.

Local: Sesc Laces JK – Rua Caetés, 603 – 3º andar – Esquina com Rua São Paulo. (exceto as atividades: Sarau Lítero Musical e Exercício Poético de Cidadania).

Mais Informações: (31) 3464-8213 e (31) 8421-6827
  www.blogdobelopoetico.blogspot.com

 

Dedicado à memória do poeta e colunista literário Zanoto.

14/07/2011 

19h – Abertura Oficial

HOMENAGEADOS:

  • Luiz Ariaz Manzo – Poeta,  idealizador do Movimento Poetas del Mundo (Chile).
  • Ricardo Bezerra – Poeta, Presidente da União Brasileira dos Escritores – UBE/PB, idealizador e realizador do Encontro Nacional de Escritores da Paraíba (PB).
  • Clério José Borges – Poeta, idealizador e realizador do Congresso Brasileiro de Poetas Trovadores (ES).
  •  Instituto Imersão Latina, o qual tem como um dos objetivos valorizar a diversidade cultural e o registro de memórias em vários países (MG).
  • Dr. Silva  Barreto (homenagem póstuma) – Poeta,  idealizador do Movimento Poético Nacional (SP).
Atividades Culturais: Momento Poético Musical “Meios e Inteiros” apoio dos artistas Tatiana Cobbertt e Marco Oliva  (SC) – Convidados da dupla: Grupo Africanê (Severino Iabá, Eliane Velozo e Jorge Dissonância) com “Tambatuque Gerais” e  Cortejo “Re-boi-liço Rosado”(MG); seguido de Coquetel de lançamento do livro “Dicionário Regional de Gírias e Jargões”, do poeta e trovador Clério José Borges (ES), obra editada com apoio da Lei "Chico Prego" de Incentivo a Cultura da Cidade da Serra; e abertura da Exposição de Poemas e Imagens da Poeta e Artista Plástica: Clevane Pessoa, com Programação Visual de Marco Llobus (MG).

  .

15/07/2011

9h – Exercício Poético de Cidadania

Local: Centro de Reintegração Social Cultural Nova Vida

Endereço: Rua Marechal Rondon Nº 30 – Bairro Primeiro de Maio

Coordenação: Apoio dos poetas, Aroldo Pereira e Anderson Nov@ato (MG).

Abertura: apoio do ator e poeta Deomídio Macedo com a performance “Suicídio?

  Nem pensar!” (BA).

(Concentração, dos poetas que desejarem fazer parte dessa atividade, em frente ao Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação/BH - Horário 8h).

12h  às 14h – Intervalo para almoço

14h30 “Terapia Corporal e Relaxamento” com o apoio do Poeta e Professor Renilson Durães (Montes Claros\MG) e lançamento do DVD de Yogaterapia.

15h Palestra

Tema:  Conselhos Municipais de Cultura e as Leis de Incentivo à Cultura.

Apoio do Palestrante: Clério José Borges (ES), Ex-Conselheiro, durante oito anos, do Conselho de Cultura do Estado do Espírito Santo. Conselheiro há 14 anos e atual Vice Presidente do Conselho Municipal de Cultura da Cidade da Serra, ES.

17h: às 17h:30 – Intervalo para lanche

19 horas – Sarau Lítero Musical e Lançamento do livro “Poetas En/Cena V”, poetas de MG/SP/RS/RJ/SC...

(Microfone aberto, primeiramente, aos poetas En/Cena 5, após a todos os poetas presentes.)

2º Momento Poético Musical,  com o apoio dos artistas Tatiana Cobbertt e Marco Oliva (SC)

Apoio dos apresentadores: Márcia Araújo e Carlos Farias

Local: Status Café Cultura e Arte

Rua Pernambuco 1.150 – Savassi – Belo Horizonte.

16/07/2011

9 horas: Momento para relatos, trocas de experiências, Leilão Poético, entre os poetas participantes do VII Belô.

Apoio:  Bilá Bernardes e Inêz Alves (MG).

12h às 14h – Intervalo para almoço

14h30 “Terapia Corporal e Relaxamento” com o apoio do poeta e Professor Renilson Durães (Montes Claros\MG)

15 horas: Intercâmbio de  conhecimentos e opiniões entre palestrantes e  plateia:

Tema: “Ação/Reflexão poética

Reflexão/Ação poética

 no Universo da

Cultura Popular”.

Apoio dos Palestrantes: Marco Oliva (SC) e Eugênio Magno (MG).

17h30 – Intervalo para lanche

18 horas: Recital Poético com a participação de todos os poetas presentes.

17/07/2011

9h – Atividade Extra Programação (Somente para quem participou do VII Belô Poético)

Passeio em parte do Circuito Turístico Guimarães Rosa – Codisburgo\MG.

Concentração: em frente ao Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação/BH.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

VI Belô Poético

Poetas participantes são suspeitos para falar do Belô Poético, um evento que desde sua criação ganhou dimensão internacional.

Poetas de países latinos e europeus costumam se inscrever e participar do evento. Em 2010, por exemplo, tivemos a alegre presença do poeta-português-concreto José-Alberto Marques.

Do Brasil vários estados marcam presença. É um evento de comunhão literária e humana como bem dizem os cicerones Rogério Salgado e Virgilene Araújo.

Vale a pena visitar o site e conferir todas as edições do Belô Poético até 2009.

A 6ª edição você pode presenciar! Veja a programação abaixo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Milagre das Rosas

Conto do Escritor Português Pedro Silva

O Milagre das Rosas:



Há muito, muito tempo existia uma jovem princesa, conhecida pela sua bondade. Tinha nascido nos reinos de Espanha, mas, quis o destino que o casamento a levasse para Portugal.
Naqueles dias a vida era assim mesmo. Os pais decidiam com quem os seus filhos se casariam. E a princesa, cuja beleza espantava todos à sua volta, chorou. Chorou durante uma semana inteira.
Ao fim de sete dias, sua mãe, a rainha, veio a seu quarto e perguntou:
- Isabel, minha querida filha, porque choras?
A princesa disse, baixinho, como num suspiro:
- Não queria separar-me de si, minha mãe…
Num instante, mãe e filha abraçaram-se, chorando. Naquele instante não eram rainha e princesa. Eram, apenas, dois seres humanos tristes pela separação.
Mas o destino tem sempre muita força. E a jovem princesa Isabel foi levada para Portugal. Muitos cavalos puxavam a sua carruagem. A viagem foi rápida mas, ainda assim, a princesa continuou a chorar. O lenço de linho que a sua mãe lhe ofertara estava agora todo molhado das suas lágrimas.
Ao chegar ao castelo do seu noivo, o rei de Portugal, Isabel finalmente percebeu que o seu destino não era assim tão infeliz quanto imaginara. Dom Dinis – assim se chamava o seu futuro marido – aproximou-se dela. E disse:
- Bem vinda ao meu reino… Fizestes boa viagem?
Isabel confirmou que tudo tinha corrido muito bem. De pronto, apaixonou-se por Dinis, também ele muito educado e de maneiras suaves.
No dia combinado casaram. Isabel já não chorava. Na verdade o seu rosto não deixava de estar iluminado por um sorriso. O povo português gostava sinceramente dela. E isso fazia sentir-se sempre que passeava nas ruas, distribuindo carinho e felicidade.
Grande parte do dia da rainha Isabel era, agora, ocupado a distribuir esmolas aos pobres do reino e a cuidar dos doentes. E o seu marido sentia-se com ciúmes, ao vê-lo passar tanto tempo longe de si. Na verdade, Dom Dinis sentia-se orgulhoso pela bondade da sua rainha, mas… Queria tanto tê-la só para si! Assim, chamou-a e disse:
- Proíbo-te de dares mais esmolas.
Tal como não acontecia desde que deixara o seu castelo, na Espanha, Isabel voltou a chorar. Passou um dia… mais outro e outro ainda. Ao quarto dia, recordou-se de uma jovem mãe e dos seus quatro filhos esfomeados Isabel havia prometido visitá-la. Vestiu-se rapidamente, cobriu-se com um manto e colocou alguns pães no regaço. Ao chegar ao portão do castelo, seu marido chamou-a. D. Dinis tinha percebido que ela se afastara do quarto de forma sorrateira.
-O que levas aí, escondido debaixo do teu manto?
Num ápice, Isabel respondeu:
- São rosas, senhor!
- Rosas? Em Janeiro? – questionou o rei Dom Dinis – Deixa-me ver.
Triste, mas conformada, a rainha Isabel baixou os braços, mostrando o que estava escondido no seu regaço. Qual não foi o seu espanto quando verificou que os pães haviam-se transformado em lindas rosas, com uma cor e cheiro que jamais tivera oportunidade de tocar. E o seu sorriso voltou a iluminar sua face.
Daí em diante, Isabel passou a ser conhecida por Rainha Santa, coroada pela sua bondade. E jamais deixou de percorrer as ruas distribuindo pães a todos os que tinham fome.

Autor: Pedro Silva

Biografia: Com mais de quarenta livros publicados, em países tão díspares quanto Portugal, Brasil, Espanha ou Chile, o autor português Pedro Silva (1977) tem, igualmente, produzido títulos em diversas áreas temáticas, tais como o ensaio histórico, a ficção, o roteiro turístico ou mesmo os contos. Para além disso, o escritor, tem-se dedicado igualmente a colaborar com diversos jornais portugueses, assim como revistas de História em Portugal e Brasil, tais como “História Viva”, “Desvendando a História” ou “Aventuras na História”.

Contacto: ps77@aeiou.pt

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA

VERÃO POESIA



Wilmar Silva convida poetas e literatos para discussões e apresentações

sobre a arte poética... vejam as datas:



Programação:



08 de fevereiro



10:00 às 12:00



10:00 às 10:30

- Abertura - Ione de Medeiros e Wilmar Silva.

- Verão Poesia - Homenagem ao jornalista e poeta Alécio Cunha.

- Lançamento da Plaquete - Memória de Mim, org. Mário Alex Rosa.

- Leituras de poemas dos participantes.



10:30 às 12:00

- Programa ao vivo - Rádio Educativa UFMG 104,5

- Tropofonia, uma experiência de linguagem - Oliverio Girondo e Djami Sezostre, c/ Sebastián Moreno (Argentina), Laia Ferrari (Argentina), Francesco Napoli, Cristina Borges, Wilmar Silva e Rafael Muñoz Zayas (Espanha).

- Lançamento revistacd Tropofonia.



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 19:00



15:00 às 16:30

- Provocação Poesia - Existência, Linguagem, Conceito, Processo, Arte.

- Medulas de Diálogo: Heidegger, Yves Klein, Al Berto, Roberto Piva, c/ Wagner Rocha, Luís Serguilha (Portugal), Luiz Edmundo Alves. Provocador Ronaldo Werneck.



Lançamentos:

- Livro Heidegger e a poética do ser: interseções entre filosofia e poesia, Wagner Rocha.

- Livro Korso, Luís Serguilha.

- Livro Uvas Verdes, Luiz Edmundo Alves.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu - c/ Adriana Versiani, Nícollas Ranieri, Regina Mello, Reynaldo Bessa. Provocador Wilmar Silva.



Lançamentos:

- Livro Cinquenta, Regina Mello.

- Livro Outros barulhos e cd Com os dentes, Reynaldo Bessa.



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00



20:00 às 21:00

- Maresia - hiperleitura poemas de António Ramos Rosa. C/ João Ventura e Gilberto Mauro: voz, piano e eletrônicos.



21:00 às 22:00

- Musicacha - instalação sonora poemas de Wilmar Silva. C/ Gilberto Mauro.



Lançamentos:

- Cd Musicacha, Gilberto Mauro e Wilmar Silva.

- Revista Atlântica de cultura ibero-americana, João Ventura (Portugal).



09 de fevereiro



10:00 às 12:00



- Verão Poetas - Ilimites ao Léu. Com Adriano Menezes, Daniel Bilac, Júlia Zuza, Milton César Pontes, Rafael Muñoz Zayas (Espanha). Provocador Kaio Carmona.



Lançamentos:

- Jornal A Parada, Daniel Bilac e Valquíria Rabelo.

- Livro Sones di dicha, Rafael Muñoz Zayas.

- Livro SILVAREDO poética não completa, Wilmar Silva



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 16:30

- Provocação Poéticas Experimentais Século XX - Vida e Morte das Vanguardas.

- Medulas de Diálogo - Sol Lewitt, Ezra Pound, Arthur Rimbaud, Poesia Concreta. Com Antonio Miranda, Eduardo Jorge, Rogério Barbosa. Provocador Wagner Moreira.



Lançamentos:

- Livro Memórias Infames, poemas de Antonio Miranda.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Performance - Ensaio ao vivo. Com Ana Gusmão, Artur Gomes, Bárbara Morais, Tania Alice. Provocador Francesco Napoli.



Lançamentos:

- Coleção “Nome a Nombre”, livros de Tania Alice e Javier Galarza (Argentina).



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00



20:00 às 20:30

- Performance Poesia Biosonora Neonão. Com Francesco Napoli e Wilmar Silva



20:30 às 22:00

- Provocação Poéticas em Minas Gerais - Contrastes, Diferenças, Rupturas, Tradição, Invenção.

- Medulas de Diálogo Poesia de Belo Horizonte 1980 a 2000. Com Fabrício Marques, Mário Alex Rosa, Kaio Carmona. Provocador Rogério Barbosa.



10 de fevereiro



10:00 às 12:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Dioli, Diovvanni Mendonça, Fabrício Marques, Leonardo de Magalhaens, Luiz Edmundo Alves. Provocador Marcos Fabrício.



Lançamentos:

- Jornal Barkaça.

- Projeto Pão e Poesia, 1º lugar prêmio pontos de mídia livre (minc).

- Jornal Suplemento Literário de Minas Gerais.



12:00 às 15:00 - Intervalo



15:00 às 16:30

- Provocação Portuguesia contraantologia - Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética.

- Medulas de Diálogo Poéticas de Minas Gerais, Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Com Luís Serguilha, Wagner Moreira e Wilmar Silva. Provocador João Ventura.



Lançamentos:

- Livro/Dvd Portuguesia, org. Wilmar Silva.



16:30 às 17:30 - Intervalo



17:30 às 19:00

- Verão Poetas: Ilimites ao Léu. Com Jovino Machado, Kiko Ferreira, Ronaldo Werneck, Wagner Moreira. Provocador Mário Alex Rosa.



Lançamentos:

- Livro Há Controvérsias, Ronaldo Werneck.

- Livro Cor de Cadáver, Jovino Machado.

- Livro Musikaligrafia, Kiko Ferreira.



19:00 às 20:00 - Intervalo



20:00 às 22:00

- Verão Proesiashow

- Outros Barulhos: com os dentes. Com Reynaldo Bessa.



22:00

- Liberdade Livre

Data: De 08 a 10 de fevereiro de 2010

Horário: De 10h às 12h, 15 às 19h e 20 às 22h

Local: Teatro João Ceschiatti

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537

Telefone: 3236-7400

http://

Preço: Ingresso R$ 2,00 inteira / R$ 1,00 meia

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pão Poesia lança 2ª edição


Pão e Poesia: lançamento da 2ª edição
acontece no Verão Arte Contemporânea  

 
Impressos em embalagens para pão, a iniciativa literária traz poemas de Adriana Versiani, Alice Ruíz, Arnaldo Antunes, José Ouverney, Marcelo Dolabela, Paulo Franchetti, Paulo Urban, Sebastião Nunes e Wilmar Silva.
     No próximo dia 10 de fevereiro (quarta-feira), de 10h às 12h, no Teatro João Ceschiatti, em Belo Horizonte, acontecerá o lançamento da segunda edição do “Pão e Poesia – em qualquer esquina, em qualquer padaria”. A iniciativa literária se apropria da embalagem utilizada por padarias para divulgar a poesia e obras de artistas plásticos ao público. Ao unir o útil ao agradável, o projeto associa a necessidade de atender a fome de pão dos consumidores ao prazer destes em poderem saciar a “fome de beleza”, a partir do alimento poético. Afinal, como bem diz a canção do grupo Titãs, "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". No embalo do pão, poesia. E vice-versa.
     Intitulado Verão Poetas: Ilimites ao Léu, o evento integra o Verão Arte Contemporânea 2010, que incluiu, pela primeira vez, a Literatura em sua programação. Na data, o público poderá participar de um bate-papo com os poetas Diovvani Mendonça – idealizador do projeto(foto acima) -, Dioli, Fabrício Marques, Leonardo de Magalhaes e Luiz Edmundo Alves. O encontro terá como mediador o jornalista, poeta e doutorando em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marcos Fabrício.
     Vindos devários estados brasileiros, e de Portugal, foram inscritos 1200 poemas nas categorias Haicai, Trova, Soneto e Verso Livre. Gostaria de apertar a mão de cada um dos participantes. Não tive, ainda, o prazer de conhecer a maioria dos escritores e seria muito bom entregar a eles, pessoalmente, as embalagens com suas respectivas obras”, finaliza Diovvani. Para marcar o lançamento, os livros e CD’s vendidos durante os três dias do Verão Poesia serão embrulhados com as embalagens.
     Os saquinhos de papel trazem obras de artistas plásticos e de poetas, como: Adriana Versiani; Alice Ruiz; Arnaldo Antunes; Fabrício Marques; José Ouverney; Marcos Fabrício; Marcelo Dolabela; Paulo Franchetti; Paulo Urban; Sebastião Nunes e Wilmar Silva, entre outros (ver relação abaixo). Soma-se aos trabalhos dos 32 poetas/artistas plásticos convidados e homenageados, 108 textos selecionados por meio de inscrição via internet. Os desenhos usados como marca d’água nos versos das embalagens são da artista plástica Iara Abreu.
     Em sintonia com as causas ambientais, as 120 mil embalagens foram impressas no conceito Carbo-Neutro, neutralizando assim as possíveis emissões de gases de efeito estufa (GEE). As mesmas serão doadas, preferencialmente, às padarias das periferias da Capital e das cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
     Realizado em parceria com o Instituto Aprender Profissionalizar (ONG), o projeto foi viabilizado pelo Ministério da Cultura (MINC) após ser o grande vencedor, na categoria local/estadual, do 1º Prêmio Pontos de Mídia Livre do Programa Cultura Viva do referido órgão.   

Poetas homenageados: José Ouverney, Paulo Franchetti, Paulo Urban e Sebastião Nunes. 
Artistas plásticos homeageados: Eduardo Vilela, Gilberto de Abreu, Guido Boletti e Jair Leal.  
Poetas convidados: Adriana Versiani; Alan Rodrigues de Carvalho; Alberto Murata;  Alice Ruiz; Arnaldo Antunes; Clevane Pessoa; Chris Herrmann; Conceição Parreiras Abritta; , Christiano Sotero; José Fabiano;  Fabrício Marques; Gustavo Felicíssimo; Leonardo de Magalhaes; Luiz Carlos Abritta; Marcelo Dolabela; Marcos Fabrício; Ronaldo Werneck; Maria Lúcia de Godoy Pereira; Oswaldo Soares da Cunha;Tânia Diniz; Teruko Oda;Thereza da Costa Val e Wilmar Silva. 
Somam-se nesta edição, 108 textos selecionados por meio de inscrição via internet. 
Serviço:
Data: 10 de fevereiro 
Horário: 10h às 12h 
Local: Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes
Endereço: Avenida Afonso Pena, nº 1.537, Centro - Belo Horizonte
Ingresso: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia)

Informações:
3Caravelas - Assessoria de Imprensa
Jornalista Helenna Dias – MTB 11.912/MG
Contato: (31) 9972-0233

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Minerais preciosos

Horas douradas

Durmo para sonhar
O sonho de pedra
Na esperança de acordar
Mais história mais precioso
Mais vento juvenil em sua face
Mais sábio mais sabão em pedra
Diluido na arquitetura branca
Tinindo na tonelada do sino
Que essa voz ecoe popular
Na praça Tiradentes
Esse espaço-meio alma
Desses minérios ardentes
Cintilantes ouros pretos
Popups dourados
atravessando séculos
Feito pedra sonhada
Na bola de sabão em pó.

Lecy Pereira Sousa

quinta-feira, 21 de maio de 2009

24 de maio é o dia nacional do café e para comemorar a data a Cafeteria Kahlua de Belo Horizonte abre as portas e brinda seus fregueses com o 24h all café. O café Kahlua será o ponto de encontro de artistas de vanguarda brasileiros e argentinos, que farão intervenções poéticas intercaladas com shows musicais, mostra de artes plásticas e exibição de vídeo produzido pela Escola de Cinema de Belo Horizonte com 200 cenas de cafés.
A proposta é que no estilo do Café Voltaire onde se reuniam poetas surrealistas, dadaístas e futuristas no início do século XX, o Café Kahlua seja um local de expressão de diferentes poéticas contemporâneas neste início do século XXI. A partir de 0 hora (virada de sábado para domingo) o evento começa com apresentações musicais de Thiago Machado, Los Elles (trio de jazz e blues de Tiradentes e São João Del Rey), Binné Zimmer, Cláudio Carvalho, Dj Fausto, Gabriel Guedes, Caution B Trio. As intervenções poéticas ficam a cargo de Brenda Mars, Clevane Pessoa, Wilmar Silva, Milton César Pontes, Diovvani Mendonça (Pão e Poesia), os argentinos Laia e Sebastián e Rosa Pimentel que fará uma homenagem ao poeta cubano José Martí com música e poesia.

Durante o 24h All Café será lançada a proposta do projeto KFÉ de conscientização ambiental e treinamento de jovens baristas em regiões carentes pelo Instituto Imersão Latina (IMEL) em parceria com o café Kahlua. A campanha visa difundir a cultura do café com responsabilidade social do cultivo ao consumo.

30% da venda dos quadros do Ateliê Thayná Carneiro e da artista plástica Neuza Ladeira, expostos entre 24 de maio a 24 de junho e parte da receita do dia do café será doada ao IMEL.

O Instituto Imersão Latina é uma ONG formada por ativistas que se preocupam em mostrar a diversidade cultural e ambiental da América Latina. O IMEL desenvolve projetos e atividades culturais, de capacitação e treinamento com outras entidades que visem o desenvolvimentos sócio-cultural, pesquisa e difusão das memórias e identidades culturais latino-americanas.

A parceria Café Kahlua e Imersão Latina começou em outubro de 2006, com o lançamento do Projeto Criança não é Brinquedo do IMEL. Na ocasião, em mostra fotográfica alertamos sobre a importância de se pensar o futuro da América Latina a partir das crianças. A mesma mostra já passou por Brasília (2007) e Porto Alegre (2008) e a cada ano seguirá por outras cidades.













Serviço
24h all café
24 de maio (durante 24 horas)
Virada cultural com música, artes plásticas, poesia e cinema
Local: Cafeteria Kahlua (rua guajajaras 416, esquina com rua da Bahia)

Mais informações:
info@imersaolatina.com
(31) 88119469 (31) 30476186
(Brenda - IMEL)
(31) 3222-5887
(Rui - Kahlua) CAFÉ KAHLUA
http://www.imersaolatina.com
http://www.imersaolatina.blogspot.com

A logomarca do projeto KFÉ é uma criação de Andreza Nazaré e Raquel Savassi.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Acontece lá em Cachaprego

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

KI

M
ãos de nin
guém as m
ãos de meu pai

Mãos de nas
cer na terra
Mãos de vi
ver na terra
Mãos de mor
rer na terra

Mãos de c
ão no c
errado s
errado M

ãos de meu pai
minhas as m
ãos

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Março é da Poesia

S BADO CULTURAL OPA!
07 mar o - 15 s 19 hs

Com os poetas Rodrigo Starling, Leonardo de Magalhaens
Lecy Pereira e Diovvani Mendon a e Rog rio Salgado
e o m sico Jackson Abacatu

14 de mar o / DIA NACIONAL DA POESIA -
 de 17 s 22 hs


Reuni o de poetas dos Centros Culturais de BH
(Padre Eust quio, Pedreira Prado Lopes,
Salgado Filho, Vila Santa Rita, Vila F tima)

A OPA! vai participar (em apoio ao CCPE)
com os poetas Leonardo de Magalhaens,
Javert Denilson, Marco Llobus, com destaque para
o poeta e m sico Ricardo Evangelista (CCLN)
e da cantora Sueli Silva, ambos do SARAU TROPEIRO,
al m do m sico Jackson Abacatu

Local dos saraus :::::

CENTRO CULTURAL PADRE EUST QUIO
R. Jacutinga esq c. Par de Minas
Mercado Aberto do Padre Eust quio
(31)3277-3294
ccpe.fmc@pbh.gov.br

nibus: 4110 / 4111 / 4405 / 4034 / 1404 / 9408
(refer ncia local - Aeroporto do Carlos Prates)

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

clique na inagem para vê-ampliafa

Homenagem aos Poetas Vivos

Clique na imagem

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fórum 2008 é lançado para a imprensa em Belo Horizonte


Olá Lecy Sousa,

A entrevista coletiva de anúncio da quarta edição do Fórum das Letras de Ouro Preto 2008, que vai acontecer entre os dias 5 e 9 de novembro, reuniu ontem, 15 de outubro, no FIEMG Trade Center, jornalistas de todas as mídias, representando veículos de comunicação de BH e da antiga Vila Rica. Marcaram presença o prefeito de Ouro Preto Angelo Oswaldo, a coordenadora geral do Fórum, a escritora Guiomar de Grammont, e o escritor Luiz Giffoni, que representou os autores participantes.

A coordenadora geral, Guiomar de Grammont, disse que o tema central do evento "Mistério na Literatura" foi determinado, quando foi possível vislumbrar o elenco de autores internacionais. "Compreendo este tema como um enigma do ser, como toda forma de expressão que se origina da arte, todo texto que propõe despertar a curiosidade no leitor". Segundo ela, o Fórum não se trata de um evento com a intenção de formação de público leitor em apenas cinco dias. "É um trabalho contínuo, que depende da mídia e da agregação de parceiros, fazendo com que pessoas de interesses comuns se reúnam numa mesma paixão", destacou.
A diretora do IFAC – Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da UFOP também falou sobre o seu envolvimento pessoal com o fórum, a criação da temática principal do evento e o critério de seleção dos autores, deixando claro sua paixão pelas letras. "O meu envolvimento não é somente curatorial, é genético. É muito gratificante, porque é um evento onde criamos um conceito geral, montado a partir de gêneros literários, o que me permite ir ao acordo dos meus ideais. Na maioria das vezes o meu critério de escolha dos autores é percebendo cada um deles, através da parceria de editoras, lendo e me impressionando pela qualidade de muitos livros ainda fora do circuito".
O prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, destacou a "vocação cultural da cidade, que vê o Fórum das Letras culminar como o grande encontro literário de Minas Gerais, ao lado de grandes acontecimentos artísticos, cênicos e musicais, como o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana", também realizado pela UFOP.
Luiz Giffoni salientou a importância do evento, considerando-o um dos maiores encontros do gênero em Minas Gerais, "É uma grande alegria estar de volta ao Fórum das Letras, já que tive a oportunidade de participar da primeira edição, em 2005, sendo interessante observar que este ano foi expandida tanto a temática do Fórum quanto o número de autores presentes".
Guiomar ressaltou ainda o critério para a composição das mesas de debate no Fórum. Buscamos reunir numa mesma mesa autores consagrados com os da nova geração. "Muitas das vezes é um bom marketing que define um bom autor. Eu vou na contra-mão disso. Contra este sistema que muitas das vezes deixa esquecido grandes autores. Nosso objetivo é revelar obras para o público e permitir a divulgação das obras de novos autores", finaliza.

Para mais informações sobre o evento, acesse o site http://www.forumdasletras.ufop.br/.




sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primeirapessoaplural



Eu na pluralidade

O livro de poemas "Primeirapessoaplural" é o primeiro livro publicado pelo selo "Árvore dos Poemas". Este selo é uma vertente do Projeto Pão e Poesia criado pelo poeta mineiro Diovvani Mendonça. O projeto Pão e Poesia tem sido amplamente divulgado pela mídia impressa e televisiva do Brasil por todo ano de 2008.

"Primeirapessoaplural" foi lançado em 16 de setembro de 2008, no Palácio das Artes, dentro do Projeto "Terças Poéticas" que tem o poeta Joaquim Palmeira como curador.

O livro reúne 42 poemas-curtos de Lecy Pereira, entre eles "Dilema do Eletropoema de um Fôlego Só" que pertence ao Projeto Pão e Poesia e é divulgado nos ônibus urbanos de Belo Horizonte por "A Tela e o Texto" da UFMG. Outros textos de autoria de Lecy Pereira podem ser conferidos no próprio site da UFMG http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html ou no site http://www.gostodeler.com.br/

Os poemas reunidos neste livro retratam um tempo de supostas convergências e divergências onde o "nós" é o personagem principal. Questionamentos, ironias e algum bom humor dão a tônica do texto. Impresso em papel reciclado, "Primeirapessoaplural" tem diagramação do artista contagense GA, reproduz telas do artista plástico italiano Guido Boletti e tem prefácio do escritor paulistano Paulo Urban.

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Primeirapessoaplural, Lecy Pereira Sousa, 62 páginas, Árvore dos Poemas, R$20,00. Contato para aquisição: diovvani@yahoo.com.br

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A EDUCAÇÃO SOBRE SUSPEITA

Passamos a re-distribuir, com devida autorização do autor, esse excelente texto :




SÁBADO, 27/09/2008
A educação sob suspeita

"Tudo era loucura. Ele respeitava as namoradas e não poupava as namoradeiras, dizendo que as primeiras seguiam um impulso natural, e as segundas a um vício" - O alienista

*Marcos Fabrício Lopes da Silva

Há 100 anos o Brasil perdia um dos maiores expoentes da literatura universal: Machado de Assis. A intenção deste artigo é prestar-lhe homenagem, ao destacar e comentar a narrativa “Conto de escola”, publicada na Gazeta de Notícias, em 1884, e, 12 anos depois, incluída no volume Várias histórias, sob a perspectiva de investigar a expansão do ensino de primeiras letras e a escolarização da infância pobre no Brasil, associada à ideologia da elite imperial de construção e consolidação do Estado nacional.

A narrativa se desenrola no próprio ambiente escolar, “um sobradinho de grade de pau” na Rua do Costa, localizado na capital do Império. É significativo o fato de o contista ter identificado o narrador como estudante das séries primárias. Nos discursos educacionais oitocentistas, não se pode deixar de salientar o tipo de infância que é explorada no conto, relacionada ao estamento social menos favorecido. Por exemplo, Pilar, narrador-personagem do conto, se identifica como filho de um velho empregado do Arsenal de Guerra. Raimundo era filho do professor Policarpo, e, pela descrição do narrador, o mestre-escola não parecia ter muitas posses. Outra pista para a identificação da origem social do narrador é a fascinação deste pela moeda que Raimundo lhe oferece.

Raimundo propõe “um negócio, uma troca de serviços” a Pilar. Baseado na política do toma-lá-dá-cá, o filho do professor daria a moeda mediante a explicação de um ponto da lição de sintaxe pelo narrador-personagem. Merece ser destacado que o autor da proposta de suborno tem como pai mestre Policarpo; a mãe é ligada à elite imperial. Pilar, de origem humilde, “era dos mais adiantados da escola” e “dos mais inteligentes”. Ao se colocar na posição de aluno pertencente à infância pobre e se constituir capacitado intelectualmente, o narrador do conto desloca o discurso social elitista numa inversão de papéis: não era a sua classe inferior em conhecimentos, mas a classe originária da elite imperial, representada pelo colega Raimundo.

O narrador insiste em sua habilidade intelectual, associando-a a sua estrutura física: “Note-se que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro”, isto logo depois de caracterizar o colega Raimundo como pálido, mole e de inteligência tardia, contradizendo, assim, o discurso imperial. Este, conforme assinala José Pires de Almeida, em Instrução pública no Brasil (1580-1889), alertava que, diferentemente da classe inteligente, “voltada para o bem”, os filhos provenientes da classe miúda apresentavam a forte tendência de serem “fracos, pálidos e mal nutridos”. Além de “miscigenados”, eram ainda possuidores de “um fundo hereditário de depravação que transparecerá nas ocasiões de faltas e maus exemplos”.

A situação discursiva histórica analisada traz dois efeitos a ela apensos: a comunidade escolar infantil oitocentista se dividia em uma infância superior em faculdades físicas e mentais, representada pelos filhos da elite imperial, e uma infância inferior, desprovida de valores físicos, intelectuais e morais, incluindo aí a classe “miscigenada” dos filhos da massa imperial.

As transferências que ocorrem na narrativa, na troca de papéis entre Raimundo e Pilar, trazem evidências do discurso irônico machadiano em criticar a sociedade hipócrita de seu tempo. A partir do episódio do suborno que envolve Raimundo e Pilar, questiona-se a onipotência do discurso estatal: os vícios morais do meio escolar oitocentista se restringiam à infância pobre ou eram manifestações dos filhos da elite imperial?

DISCURSO MORALIZADOR A escola estava lá, articulada no discurso moralizador do ideário imperial para socializar a infância dita inferior. O mestre-escola, na verdade, usa a palmatória como instrumento de força para castigar e desenvolver os bons costumes e a civilidade quando descobre, por meio da delação de um de seus alunos, Curvelo, o ato imoral cometido por Raimundo e Pilar. A ação de Policarpo em sua explosão de raiva é emblemática: no período imperial, a escola significou local de correção, em que se articulavam o discurso da ordem e da moral, e o professor deveria aplicar o castigo necessário, previsto em lei, para assegurá-lo.

O sujeito desencadeador do castigo não foi Pilar, o menino pobre vadio, mas Raimundo, que, além de ser filho do professor, tinha origens maternas na elite imperial. Essa migração dos sujeitos históricos afeta nossa visão do conto e mais uma vez nos faz reconhecer um sentido já familiar aos leitores de Machado: a exposição irônica da conduta volúvel do estamento senhorial.

“Conto de escola” funciona, assim, como prática de afrontamento e resistência ao modelo elitista arraigado nas bases da educação brasileira. Além de conferir voz a uma infância hegemonicamente silenciada, a narrativa evidencia a (in)eficácia da escola como instituição socializadora da infância pobre. Pilar, o narrador, era como “outros meninos vadios, o Chico Telha, o Américo, o Carlos das Escadinhas, a fina flor do bairro e do gênero humano”. Seu espírito de liberdade vagava alto pelas praias, ruas e morros da capital imperial. Não foi nesses lugares, entretanto, que Pilar recebeu suas primeiras lições de transgressão social – a corrupção, a delação e o autoritarismo –, mas na Escola de Primeiras Letras no sobradinho da Rua do Costa.

*Jornalista, mestre em estudos literários pela Faculdade de Letras da UFMG e

professor do curso de comunicação e marketing da Faculdade Promove de Sete Lagoas

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Joaquim Palmeira ( Poeta) e Pablo de Castro (músico) no Stereoteca desta quarta







Pablo Castro já se destacou no projeto A Outra Cidade, ao lado de Makely Ka e Kristoff Silva, e chega agora ao seu primeiro disco solo, Anterior, que apresenta no Stereoteca em 10 de setembro



Antes do show o Stereoteca conta com a presença do poeta Joaquim Palmeira, parte da parceria com o projeto Pão e Poesia.

domingo, 24 de agosto de 2008

Quando setembro chegar


PUBLICAÇÃO DE LIVRO

PRIMEIRAPESSOAPLURAL

POEMAS

LECYPEREIRASOUSA

ÁRVORE DOS POEMAS/PÃOEPOESIA

16DESETEMBRODE2008/ 18h30

DENTRODOPROJETOTERÇASPOÉTICAS

JARDINSINTERNOSDOPALÁCIODASARTES-BH

entradafranca!



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Se você desejar saber mais sobre o Projeto Pão e Poesia pesquise em:

http://www.paopoesia.blogspot.com/

www.youtube.com/diovmendonca

http://www.arvoredospoemas.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

CÓNSUL DE "POETAS DEL MUNDO"


Clique na imagem para vê-la ampliada

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A Tela eo Texto se agigantam

Notícias – Leitura para todos


03/07/2008

Leitura para todos divulga os autores e textos selecionados para o projeto Leitura no metrô, em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU

Alexandre Acampora
· Diamantina

Amanda Karla De Sousa
· Dissipação
· Secas

Anderson Higino
· (sem título)
· Canção de quem ouve recado da Lua
· vie en Rosa

André Leão Moreira
· As formigas de meu doce

Carla Paulino de Castro
· Acreditei
· Coração numeroso

Carlos Cammerom
· Feedback
· Tópico

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
· Consumidores do medo

Clevane Pessoa de Araújo Lopes (haicais sob o pseudônimo Haruko) - Convidada no Projeto Pão e Poesia
· A chuva pingando
· Do ovo da manhã
· Idosos são belos
· Ontem, todas águas
· Passarada ao sol
· Pássaros nos fios
· Saboreio o sol
· Soldados na lama:
· Trova
· Asas a dançar

Danilo Paiva Ramos
· Descrição
· Quarto
· Brisa
· Jornal Capital
· Migrante

Deborah Munhoz
· A grande onda
· Visceral

DI Rosa Sousa Figueiredo
· Não sei que nomes têm

Diovvani Mendonça (Criador do Projeto Pão e Poesia)
· Auto-elogio à minha alma-palhaça
· Blindado
· Caminhante
· Capim navalha
· Creia-me
· Et'sceteras
· P x p = 2P´s == P´D+
· Papagaiado
· Passos mágicos
· Pequena descoberta noturna
· Sobre os tempos modernos
· Transfusão
· Ziar

Elmo cordeiro
· A Gata Borralheira

Fátima Soares Rodrigues
· Eterna companhia

Ferreira Leste
· Incógnita

Frederico Eymard Evald Rezende
· Coração numeroso
· Metrô
· Metrô

Gilbert Daniel da Silva
· Poema cinematográfico
· Poética
· O metrô o trem o bonde
· Sicrano
· (sem título)
· A Missão
· O cachorro, o carro, o menino
· O copo caiu no chão e se quebrou

Guilherme Afonso Brasil Coelho
· Facetas do amor
· Troca

Gustavo Tanus Cesário de Souza
· Lance
· Lavoura
· Trapezistas

Inez Alves
· O (a)mar de Minas
· Outra poesia que quer ser rap
· Palavras paralelas
· Palavras...
· Perguntinhas ???
· Poesia Chinfrim...
· Poesia desestranhada
· Prece

Isabel Furini
· O poeta

Jairo Rodrigues
· (sem título)
· Blue
· E ser
· Feminal
· Rosas, espinhos

Jean Carlos Alves dos Santos Martins
· Agonia

Jonas Pinheiro de Araújo
· Feijão e Maria
· Trago de poesia

José Aloise Bahia
· Curtos 1
· Curtos 2
· Curtos 3
· Curtos 4
· Curtos 5

Juliane Matarelli
· Colar
· Encontro d'além mar
· Lua-Maria
· Text Drive

Júnia Sales Pereira
· A moribunda
· A parte final
· Em partes
· Vivenda

Jussara Santos
· Corpus I
· Passional
· Nua em pêlo ou no quarto nosso de cada dia

Kátia Nunes da Cruz
· Chovendo

Leila Barros
· Canto para quem ouve recado de Lua
· Desforra
· Identidade
· Mulher-luz

Leonardo Ruggio
· HORIZONTE
· PALMEIRA

Luciano Machado Tomaz
· Ladeiras
· Por uma vida...
· Sobre um certo Pierre
· Sórdido Ser
· No fim

Luiz Carlos Cavalcanti de Albuquerque
· Crianças

Luiz Fernando Proa
· Declaração
· Momento
· Momento Mágico
· Realidade
· Sagração

Márcia Araújo
· Uma cidade...
· Verbos

Márcio Ronei Cravo Soares
· Dedicatória

Marcos Antônio de Oliveira
· Café com rapadura

Maria José de Queiroz
· Joaquina, filha do Tiradentes
· Minas Gerais, "estado d'alma"

Osmar Pereira Oliva
· Balada das cinco mulheres do azeite de oliva
· Tempo das águas
· Uma carta para Isaac

Patrícia Namitala Leite
· Cidade do interior
· Matemática pronominal

Paulo Filipe Alves de Lacerda
· Poema da Ausência

Pollyanna Rodrigues Leite
· Mandala
· Casa grande

Rafael Guimarães Tavares da Silva
· Auto-Soneto
· E agora, Drummond?
· Minhas Gerais
· Sonho de profissão

Rafael Lovisi
· Anti-Pós-Modernidade
· Confissão a Nara Leão
· Dia-amante-tinha (1º ato)
· Fluxos (ou terra de mim)
· Memórias de José (3º ato)
· Meta-gozo-lúcido (2º ato)
· Quarto e último ato
· Teatro (prólogo)
· Um sopro de morte (amando Clarice)

Renata Cabral
· Resposta
· (sem título)
· No bolso, a lente de contato

Ricardo Evangelista
· História de uma viola
· (sem título)
· dirigo...
· Iniciação
· Menestrel de toda mata
· Montanheiro
· Quantas mula tem o lote?
· Quem avisa com samba amigo é
· Tapa no capeta

Rita Lages
· No limiar do sono ou mise-en-abîme noturno

Ronaldo Xavier da Cruz
· Me dê pelo menos este direito

Seu Ribeiro
· Ária nupcial
· Fruto de cultivar
· Moleque arteiro
· Película sertaneja
· Um roteiro que apraz

Soninha Porto
· susPENSO
· Luz em meus dedos,
· Por segundos

Tânia Diniz (haicais)
· 1*
· 2*
· 3*
· 4*
· 5*
· 6*
· 7*
· 8*
· 9*
· 10*
· 11*
· 12*
· 13*

Vinicius Fernandes Cardoso (Selecionado no Projeto Pão e Poesia)
· Roteiro
· Elegia

Vinícius Macedo
· Alma Mineira
· Sensorial
· Unidade Fragmentada

Link : http://www.letras.ufmg.br/atelaeotexto/leituraparatodos_bh_noticias.html

sábado, 5 de julho de 2008

XXIV Prêmio de Poesia Internacional Nósside - 2008

XXIV Prêmio de Poesia
Internacional Nósside – 2008

http://www.nosside.com/


Prezadas senhoras e Prezados senhores,
o Prazo para as inscrições
foi prorrogado ao 7 julho 2008
para a Poesia Escrita e a Poesia em Musica (Canção)
e ao 12 julho para a Poesia em Vídeo

Cordiais Saudaçoes Literarios
Prof. Pasquale Amato
Presidente do Pr
êmio

CONVITE-WEB TERÇAS POÉTICAS JULHO 2008

Pelo poeta Joaquim Palmeira:


www.cachaprego.blogspot.com

Oficina Poesia de Quintal - Expressão Sensorial


Oficina no "Ninho das Pedras"


Venho convidar-lhe para a inédita oficina" Poesia de Quintal - Expressão Sensorial" que acontecerá no dia 13 de julho de 2008 ( domingo)no Sítio Ninho das Pedras do irmão e poeta Diovvani Mendonça, criador o Pão e Poesia.
As inscrições podem ser feitas no site http://www.belopoetico.com.br/
Sem dúvida há de ser um momento agradável e imperdível.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ensaio sobre FERNANDO PESSOA - revisado





Sobre a obra de Fernando Pessoa

Breve ensaio

Fernando Pessoa: Faces e Sombras

Um dos temas mais inusitados da literatura moderna é o dos

heterônimos de Fernando Pessoa, o célebre poeta lusitano que

foi reconhecido depois de morto. A condição fragmentária, de

muitas perspectivas, de seus 'outros autores' tem importunado

os bons literatos desde o momento em que o baú do poeta foi

aberto em pública exumação.

Pois enquanto vivo Fernando Pessoa somente foi reconhecido

pela obra "Mensagem", publicada em 1934, quando de um

concurso a nível nacional, sendo os demais poemas publicados

com freqüência em revistas literárias, a saber, Orpheu, Centauro,

Portugal Futurista, Atena, Presença, Momento, Sudoeste, Seara

Nova, dentre outras, desde 1915, quando levou a público poemas

que escrevia desde 1911/12, com inspirações ora clássicas,

ora ocultistas.

Para lidar com suas múltiplas influências, Pessoa passou a

ser 'pessoas', cada uma com características próprias e estilos

peculiares. Faces múltiplas para melhor apreender o mundo,

uma vez que não existe uma perspectiva ideal para se enxergar

tudo. Então - semelhante ao deus dos gnósticos - Pessoa resolveu

se 'despedaçar', se fragmentar para melhor sentir de todos os

modos em todos os momentos. Mas para isso - para tornar-se

mais 'futurista' - ele precisou 'matar' o seu eu mais naturalista,

mais agrário, mais 'sossegado', o seu mestre Alberto Caeiro.

Quem é Alberto Caeiro? Ele diz, "Sou um guardador de rebanhos.

O rebanho é os meus pensamentos E os meus pensamentos são

todos sensações." Ou seja, ele logo diz que é mais sensações,

mais emoção do que razão, enquanto sabemos - bons leitores

que somos - que Pessoa é do tipo racionalista, mesmo com suas

lições de astrologia... Em contrapartida, Álvaro de Campos é

emoções em torvelinhos, mas ainda muito erudito, muito culto,

muito cheio de conhecimentos, os mesmos que Caeiro não detém.

Então como poderia ser Caeiro e Campos ao mesmo tempo?

Caeiro é reconhecido como 'mestre', mas deixado a beira do

caminho. Não há lugar para o seu olhar de girassol, ainda mais

num mundo tecnocrata a sempre cobrar informações,

conhecimentos enciclo-pédicos, miríades de filosofias e dogmas,

pois Caeiro tem mais é sentimento, "Eu não tenho filosofia:

tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que

ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso,", ou seja, ele ama

SEM SABER, sem ficar se explicando, sem ficar se justificando.

Logo Caeiro morre e sobra o desassossego. Morre o lado positivo

de Whitman em Pessoa, e sobra o Bernardo Soares a querer se

explicar. Aquele livro indigesto, "O Livro do Desassossego".

Amontoado de desculpas e falências. Mas é que Pessoa ele-

mesmo vivia em atribulações emocionais e deixa-se seduzir

pelos ocultismos disponíveis e obscuros, em visitações com

Crowley, em consultas com teosofias outras, sem encontrar

um lugar no mundo, sem saber quem ele realmente era. Ele

era muitos, como se dizia Whitman. Mas Whitman tinha se

livrado de seu lado sombrio (seu lado Poe, digamos) enquanto

Pessoa ele-mesmo era o pessimista leitor de Baudelaire, de Poe,

de simbolistas decadentes, enquanto buscava um classicismo

régio já inexistente, em odes (as de Ricardo Reis) que mais

evocavam um passado de planícies romanas e rios povoados

por ninfas e faunos. Uma idealização da "calma e do

sossego", uma vez que o "calmo e sossegado", o finado Caeiro,

não poderia mais ser o homem natural.

Então daí o "o poeta é um fingidor", pois Pessoa era consciente

de sua obra de 'fingimentos' para expressar exatamente quem

ele era - um homem em fragmento, um 'pessoas'. Lendo

Whitman - e desejando ser Whitman - e lendo Horácio e Virgílio -

e querendo ser um poeta latino, e lendo e traduzindo Poe e

Crowley, o 'lado sombrio' que nem toda a tecnocracia do mundo

poderia sufocar (vide a alta tecnologia alemã envolta em

paganismo nazista!) Ou melhor, o 'lado sombrio' é impossível

de ser sufocado - por mais que as odes sejam 'singelas' ou

'puras' há todo um rancor - que é próprio de um Baudelaire!

E em Caeiro há um ideal de progresso -bem ao gosto dos

futuristas - mas um rancor com o progresso!

Um auto-deprezo (demonstrado em "Poema em linha reta"!),

o sentimento de não ser moderno o suficiente (o que é ser

moderno? Vide um Rimbaud, por exemplo!), um imolar-se

em emoções (que as odes sejam triunfais ou ébrias-marítimas

são sempre um esfaquear-se lírico!), onde não há lugar para

um (digamos)HOMEM ÍNTEGRO?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode

haver tantos!


(Tabacaria, Álvaro de Campos)

Não um homem natural, mas máscaras. Não há uma integridade

mental, mas construtos de personalidade que vazam em versos

num papel. Daí a morte do 'eu natural', o rural Alberto Caeiro,

o simples, a FACE PANTEÍSTA, de amor com tudo, o lado

positivo que encontramos num Whitman, e se conservam a

FACE OBSCURA, dele mesmo, fã de Poe, Baudelaire e Crowley,

lado a lado com a FACE FUTURISTA, Álvaro de Campos,

cantando e regurgitando o progresso, e a FACE PESSIMISTA,

do tipo clássica, um Ricardo Reis, sóbrio e intimista, afogado em

odes; e do tipo urbana, um Bernardo Soares, apagado cidadão,

a rabiscar notas dignas de um Schopenhauer.

Quem é Fernando Pessoa? Certamente o homem que matou

Alberto Caeiro. O mestre que ele carregou pela vida toda - e

nunca conseguiu ressuscitar. O olhar de girassol que todo

menino tem e que se perde num mundo de mascaramento

e espelhos disformes. Um saudosismo do "ser íntegro' quando

adultos somos chamados a adotar PAPÉIS SOCIAIS, de

estudante, noiva, marido, empregado, patrão, desempregado,

viúva, cidadão, moça de família, prostituta. E onde a 'integridade',

a 'autenticidade' ?

Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.

(Tabacaria)

Num mundo de máscara não há lugar para a autenticidade.

E hipócritas entre hipócritas vamos seguindo a vida. Fernando

Pessoa consciente desse 'teatro' ainda ironiza a própria cons-

ciência derramada em seus "versos inúteis",

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

(Tabacaria)

Jun/08

Por

Leonardo de Magalhaens